Ataques israelenses matam 20 pessoas em Gaza, segundo autoridades de saúde

4 fev 2026 - 08h05

Bombardeios de tanques e ataques aéreos israelenses mataram 20 palestinos, incluindo quatro crianças, em Gaza nesta quarta-feira, disseram autoridades de saúde, a mais recente violência a minar a trégua no enclave.

Entre os mortos estava um médico ‌que correu para ajudar as vítimas de um ataque na cidade de Khan Younis, no sul, e foi morto ‌por um segundo ataque no mesmo local, informaram autoridades de saúde.

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Outros ataques atingiram a cidade de Gaza, no norte, onde autoridades de saúde informaram que um menino de 5 meses foi morto. Os ataques ocorreram três dias após Israel reabrir a principal passagem de fronteira de Gaza com o Egito, um passo importante na trégua apoiada pelos Estados ‍Unidos.

As Forças Armadas israelenses afirmaram ter lançado os ataques em resposta ao fogo aberto por militantes contra tropas israelenses que operavam perto da linha de armistício com o Hamas.

Afirmaram ainda que um soldado israelense ficou gravemente ferido pelo fogo militante, que descreveu como uma violação do acordo de cessar-fogo.

REABERTURA DE RAFAH

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Pacientes palestinos que ‌se preparavam para atravessar a recém-reaberta passagem fronteiriça de Rafah para o Egito ‌foram informados de que Israel havia adiado a passagem de pacientes pela fronteira. Poucas horas depois, os pacientes foram instruídos a se prepararem novamente para atravessar a fronteira.

A agência israelense que controla o acesso a Gaza, a Cogat, disse em um comunicado que a passagem de Rafah permanecia aberta, mas que não havia recebido os detalhes de coordenação necessários da Organização Mundial da Saúde (OMS) para facilitar a passagem.

A OMS não respondeu imediatamente a um pedido de comentário da Reuters.

Uma fonte de segurança egípcia disse à Reuters que esforços estavam sendo feitos para reabrir a passagem e que Israel havia citado questões de segurança na área de Rafah como motivo para o fechamento.

A reabertura da passagem era uma das exigências do cessar-fogo de outubro, que estabeleceu a primeira fase do plano do presidente dos EUA, Donald Trump, para acabar com os combates entre Israel e militantes palestinos do Hamas.

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Dezesseis pacientes de Gaza e 40 de seus acompanhantes cruzaram para o Egito na terça-feira, disseram médicos de Gaza à Reuters. Uma fonte da polícia do Hamas disse à Reuters que pelo menos 40 pessoas cruzaram do Egito para Gaza na noite de terça-feira.

A violência de quarta-feira eleva para 28 o número de palestinos mortos desde a reabertura da ‌fronteira, de acordo com um levantamento de relatórios de autoridades de saúde de Gaza.

No sábado, antes da reabertura, ataques israelenses mataram mais de 30 palestinos em Gaza. Os militares disseram que lançaram esses ataques depois que homens armados emergiram de um túnel em uma área de Gaza sob controle israelense.

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