A Rússia voltou a atacar a Ucrânia durante a madrugada desta quinta-feira (30), deixando ao menos oito mortos em diversas cidades do país.
Entre as vítimas estão três crianças e seus pais em Kryvyi Rih, na região central da Ucrânia. Outros dois menores da família foram resgatados com vida dos escombros. Os demais óbitos foram registrados em Kiev e Poltava.
O presidente Volodymyr Zelensky confirmou, no X, as oito mortes, informando que as ofensivas atingiram Kiev, Dnipro, Lviv, Poltava, Kharkiv, Mykolaiv, Sumy, Vinnytsia, Cherkasy e Ivano-Frankivsk, "além de outras regiões durante a madrugada, destruindo ou danificando residências, comércios e infraestruturas".
"O terror russo prova, mais uma vez, que a proteção contra a ameaça de seus mísseis é a tarefa mais importante quando se trata de salvar as vidas do nosso povo", escreveu Zelensky, antes de lançar um apelo: "Essa não é uma tarefa que possa ser deixada apenas para a Ucrânia ou para um único país: todos os parceiros sabem como e com o que podem ajudar".
Ontem, o chefe de Estado de Kiev havia alertado no X que recebera informações das Forças Aéreas ucranianas de que Moscou "estaria preparando um novo bombardeio massivo", que poderia ser realizado ainda naquela noite.
O Ministério da Defesa russo confirmou a ofensiva, reforçando que os alvos eram bases "militares" em Kiev, Lviv, Ivano-Frankivsk, Zhitomir, Riven, Vinnytsia e Dnipropetrovsk.
Os locais atingidos "estavam envolvidos na produção, no armazenamento e no transporte de vários tipos de mísseis e drones, bem como na operação do sistema de controle do espaço aéreo", afirmou o ministério russo.