Míssil de 'provável' origem russa cai na Polônia e coloca Otan em alerta

Aliança irá adotar 'medidas necessárias'; UE liberou nova verba em defesa para Ucrânia

30 jul 2026 - 11h01
(atualizado às 11h32)

A Polônia acredita que tenha origem russa um míssil que caiu em seu território durante os ataques de Moscou contra a Ucrânia na madrugada desta quinta-feira (30). O objeto foi localizado próximo ao vilarejo de Tarnawa-Kolonia, em Lublin, na fronteira entre os países.

Míssil que caiu em Lublin abriu cratera no solo
Míssil que caiu em Lublin abriu cratera no solo
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

"Tudo indica que se trata de um míssil russo", disse uma fonte do governo citada pelo Wirtualna Polska, enquanto especialistas em desarmamento de bombas continuam a examinar o local.

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A polícia polonesa informou que agentes, ao atenderem a relatos de uma forte explosão, "encontraram uma massa de destroços pertencentes a um objeto não identificado em um campo situado a cerca de dois quilômetros das construções mais próximas".

De acordo com a imprensa polonesa, uma cratera se formou no local.

O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, não considera o episódio uma "ameaça imediata", já que "o míssil caiu em uma zona não edificada". No entanto, ele destacou que a Força Aérea do país "reagiu de modo rápido e eficiente".

Ainda assim, o premiê destacou a "violação do espaço aéreo" com a queda do míssil em território polonês.

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Tusk também informou estar em contato com outros líderes europeus e explicou que "os Estados Unidos estão interessados em esclarecer" o ocorrido.

"A Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) precisa demonstrar unidade", falou o primeiro-ministro, antes de reforçar: "Após este evento, consideraremos mais apoio à Ucrânia para que ela não perca esta guerra". De sua parte, a Otan prometeu "adotar as medidas necessárias para defender a Polônia".

"Em resposta ao míssil russo de tipo ainda desconhecido que entrou no espaço aéreo polonês, a Otan e a Polônia acionaram suas defesas aéreas e terrestres", afirmou o porta-voz do Quartel-General Supremo das Potências Aliadas na Europa (Shape), Martin O'Donnell, ressaltando que a "Aliança continuará a adotar todas as medidas necessárias para defender o território da Otan".

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, condenou a "inaceitável violação do espaço aéreo da UE causada a partir dos últimos ataques russos contra a Ucrânia".

"O povo polonês, caro Donald Tusk, não teme nada, e nossos pensamentos estão com vocês", escreveu Von der Leyen nas redes sociais.

"Para pôr fim a tudo isso, estamos ajudando a Ucrânia a vencer esta guerra de todas as formas possíveis: estamos construindo uma arquitetura de segurança europeia robusta em terra, no mar e no ar", frisou a líder europeia.

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A Rússia realizou um novo ataque massivo contra a Ucrânia na madrugada desta quinta-feira (30), deixando ao menos oito civis mortos, incluindo crianças.

Após a ofensiva, a UE anunciou a liberação de 3,47 bilhões de euros para Kiev, no âmbito do empréstimo de 90 bilhões de euros destinado a apoiar a defesa do país.

Segundo o bloco, os recursos financiarão a compra de drones, mísseis e caças para atender às necessidades militares mais urgentes ucranianas.

"Cada ataque russo fortalece a determinação da Ucrânia de ser livre e a nossa determinação de permanecer ao lado de Kiev pelo tempo que for necessário", enfatizou Von der Leyen.  

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