Ataque israelense mata pais e duas crianças em Gaza, dizem equipes médicas

10 set 2026 - 11h48
Resumo
Um ataque aéreo israelense no norte da Faixa de Gaza matou um casal e suas duas filhas, de 8 e 12 anos, enquanto dormiam. O exército de Israel afirmou que o alvo era uma estrutura militar e que a ação eliminou Muamen Ahmed, a quem acusa de terrorismo, sem mencionar a morte da família. O episódio evidencia a fragilidade do cessar-fogo mediado pelos EUA, em meio a acusações mútuas de violação do acordo entre Israel e o Hamas, mantendo o conflito ativo e distante de uma resolução pacífica.

Um ataque ‌aéreo israelense matou um homem, sua esposa e suas duas filhas, de 8 e 12 anos, em uma casa no norte da Faixa de Gaza nesta quinta-feira, informaram autoridades de saúde, após as ⁠Forças Armadas israelenses terem intensificado os bombardeios nos últimos ‌dois dias.

Palestinos participam do funeral de pessoas que morreram em um ataque israelense quando estavam em casa, na cidade de Gaza
10 de setembro de 2026 REUTERS/Dawoud Abu Alkas
Palestinos participam do funeral de pessoas que morreram em um ataque israelense quando estavam em casa, na cidade de Gaza 10 de setembro de 2026 REUTERS/Dawoud Abu Alkas
Foto: Reuters

As Forças Armadas israelenses afirmaram que o ataque teve como alvo uma "estrutura militar" e ‌matou Muamen Ahmed, descrito como ‌um agente militar que havia participado diretamente de ⁠combates contra as forças israelenses.

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Não houve menção à esposa ou às filhas, mas foi afirmado que Ahmed vinha recentemente "promovendo ataques terroristas" contra as forças israelenses. Autoridades de saúde e parentes em Gaza confirmaram ‌que Ahmed havia sido morto, mas não se pronunciaram ‌sobre suas supostas ⁠atividades.

No Hospital ⁠Al Shifa, em Gaza, amigos e parentes se reuniram para ⁠prestar homenagem enquanto ‌os corpos dos familiares, ‌envoltos em lençóis brancos, eram colocados no chão antes de serem levados para o enterro.

Zuhair Al-Haisami, vizinho das vítimas, disse que um ataque ⁠aéreo atingiu a casa delas às 2h da manhã, enquanto dormiam.

"Não há trégua alguma", disse ele. "Não passa um único dia sem que haja mártires ou feridos", acrescentou.

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Um cessar-fogo ‌de outubro de 2025, apoiado pelos Estados Unidos, interrompeu os combates em grande escala, mas não ⁠pôs fim aos ataques israelenses e houve pouco progresso nas medidas rumo à paz permanente.

O Hamas acusa Israel de violar o cessar-fogo e minar os esforços para implementar o plano mais abrangente do presidente dos EUA, Donald Trump, para pôr fim ao conflito em Gaza, que inclui a retirada israelense da Faixa de Gaza e o desarmamento do Hamas.

Israel afirma que o Hamas vem violando o acordo.

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