Ataque aéreo israelense mata 9 palestinos em posto policial de Gaza, dizem médicos

19 ago 2026 - 11h47
(atualizado às 12h42)

Um ataque aéreo israelense matou ‌nove palestinos em uma delegacia de polícia em Gaza na quarta-feira, segundo equipes médicas, dois dias depois que o enviado dos EUA, Jared Kushner, encerrou uma viagem à região que não conseguiu levar adiante o plano de Donald Trump para pôr fim à guerra no enclave.

Fontes médicas e policiais informaram que vários policiais, ⁠alguns deles de alto escalão, estavam entre os mortos no local que, segundo o ‌Ministério do Interior liderado pelo Hamas, era a sede da polícia municipal. Outras 15 pessoas ficaram feridas, segundo eles.

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Mais cedo na quarta-feira, no campo de ‌refugiados de Nuseirat, no centro de Gaza, um ‌ataque aéreo israelense separado matou um palestino, segundo equipes médicas, elevando o ⁠número de mortos na quarta-feira para pelo menos 10.

As Forças Armadas israelenses afirmaram que o ataque tinha como alvo um militante do Hamas. Elas não se pronunciaram sobre o ataque à delegacia de polícia.

SEM AVANÇOS DIPLOMÁTICOS

No que parecia ser um possível avanço no final de julho, o presidente Trump anunciou que o Hamas ‌havia aceitado um roteiro que previa o desarmamento gradual do grupo militante palestino, à ‌medida que as Forças ⁠Armadas de Israel ⁠se retirassem de Gaza. Os militares também interromperiam suas operações no território.

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No entanto, o primeiro-ministro israelense ⁠Benjamin Netanyahu, cuja coalizão governista está ‌atrás nas pesquisas de opinião ‌antes das eleições de outubro, rejeitou o roteiro, insistindo que as Forças Armadas só se retirariam depois que o Hamas estivesse completamente desarmado.

O Hamas pediu que Israel respeitasse o cessar-fogo e retirasse suas forças de Gaza. Ambos ⁠os lados têm contestado a sequência de como o plano de Trump deveria ser implementado.

Israel afirmou que seus ataques têm como objetivo impedir ataques iminentes do Hamas e de militantes de Gaza.

Um ataque aéreo israelense matou pelo menos sete palestinos, incluindo uma criança, em um ‌café à beira-mar na terça-feira, segundo equipes médicas. As Forças Armadas israelenses disseram ter como alvo comandantes do Hamas que haviam planejado ataques contra forças que operavam ⁠no enclave.

Um representante do Hamas disse na quarta-feira que o grupo havia informado aos mediadores do cessar-fogo — Egito, Catar e Turquia — que, se não houver uma interrupção dos ataques direcionados de Israel, "isso influenciará sua postura em relação ao acordo". Ele não deu mais detalhes.

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O representante afirmou que as últimas mortes representaram um duro golpe para os esforços diplomáticos de Kushner, apesar das garantias que ele e o Conselho de Paz de Trump deram aos líderes do Hamas quando se reuniram no Egito no domingo, de que obrigariam Israel a pôr fim aos "assassinatos e ataques direcionados".

Mais de 1.200 palestinos e quatro soldados israelenses foram mortos em Gaza desde que o cessar-fogo foi alcançado em outubro passado, segundo autoridades de saúde de Gaza e as Forças Armadas israelenses.

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