O tremor ocorreu na noite de sábado (18), por volta das 21h24 (23h24 no horário de Brasília), a uma profundidade de 24 quilômetros, com epicentro na cidade deChupacae no distrito de Chongos Bajo, em Junín, informou o Instituto Geofísico do Peru (IGP). A região afetada fica a 300 km a leste da capital Lima.
"O que temos até agora são 5 mortos e 21 feridos que já foram confirmados pelo Ministério da Saúde", disse o chefe do Instituto Nacional de Defesa Civil (Indeci), general Luis Vásquez, à rádio Exitosa.
Segundo Vásquez, a pouca profundidade do tremor, somada à presença de casas construídas com adobe (tijolos artesanais) e quincha (tipo de palha), contribuiu para os graves danos em diversas localidades.
"Temos 48 moradias destruídas e 300 desabrigados, também atendidos pelo governo regional, que lhes levou barracas e cobertores", indicou o chefe do Indeci.
🚨Tras el sismo de magnitud 5.1 registrado en Chongos Bajo (Junín), personal del @EjercitoPeru viene apoyando las labores de búsqueda y rescate, remoción de escombros, seguridad y control, en coordinación con las autoridades locales. pic.twitter.com/nVY2Rt5Cro
— Mindef Perú (@MindefPeru) July 19, 2026
"O terremoto destruiu nosso lar. Aqui há muitas casas de adobe que desabaram", disse um morador de Chongos Bajo ao canal de televisão N.
O presidente peruano, José María Balcázar, afirmou em entrevista à Rádio Nacional que o governo respondeu imediatamente com "o envio de ajuda humanitária e a coordenação com as autoridades para atender as famílias afetadas e lhes oferecer assistência urgente".
Reativação de falha tectônica
O chefe do Instituto Geofísico do Peru (IGP), Hernando Tavera, informou que o tremor foi provocado pela reativação da "falha tectônica Altos del Mantaro", localizada perto da cidade de Chupaca, em Junín.
"Qualquer evento sísmico que ocorra próximo a essa falha vai produzir altos níveis de tremor do solo", explicou Tavera. Após o evento principal, o IGP registrou 12 réplicas, a maioria de baixa magnitude.
Com 34 milhões de habitantes, o Peru, está localizado no chamado Cinturão de Fogo do Pacífico, que se estende ao longo da costa oeste americana e da costa leste asiática. Nessas regiões se registra a maior atividade sísmica do mundo.
Por ano, somente no Peru ocorrem pelo menos 400 terremotos de magnitude 4,0, dos quais cerca de cem são perceptíveis pela população.
Recentemente, a Venezuela também sofreu com tremores, que deixaram um cenário de devastação em seu território. No dia 24 de junho, um duplo terremoto atingiu a capital Caracas, La Guaira e outras regiões do país, deixando mais de 5,1 mil mortos, segundo o balanço mais recente divulgado neste sábado.
RFI com AFP