De acordo com informações divulgadas por agências e pela imprensa internacional, o suspeito teria dirigido um veículo contra o prédio da sinagoga antes de abrir fogo nas proximidades do local. Seguranças do complexo reagiram e o agressor acabou morto durante a intervenção, embora as autoridades ainda não tenham esclarecido quem efetuou o disparo fatal. Até o momento, não há relatos de feridos entre frequentadores ou funcionários do templo.
O ataque provocou uma resposta imediata das forças de segurança. Policiais locais, agentes federais do FBI e equipes de emergência foram enviados ao local após relatos de um "atirador ativo" e de um veículo em chamas próximo ao edifício religioso.
A morte foi noticiada por vários veículos de imprensa norte-americanos. A polícia ainda não confirmou a informação e não relatou outras vítimas, mortas ou feridas. Pouco antes, o xerife do condado de Oakland County, Michael Bouchard, afirmou à CNN que "ao menos um indivíduo chegou ao templo. Os agentes de segurança o identificaram e houve uma troca de tiros".
"Há duas semanas falamos sobre a possibilidade, infelizmente, de algo assim acontecer. Portanto, não houve falta de preparação", acrescentou o xerife, em referência à ofensiva militar dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã. Segundo a Fox News, o suspeito teria avançado com o carro contra o prédio, e o veículo estava em chamas.
Vídeos divulgados nas redes sociais e exibidos por emissoras do país mostram um edifício identificado como a sinagoga Temple Israel, de onde saía uma fumaça preta, além de uma grande mobilização de forças policiais.
A Temple Israel afirma ser a maior sinagoga do judaísmo reformista nos Estados Unidos, o principal ramo do judaísmo no país, caracterizado por uma abordagem moderna, inclusiva e liberal.
A Jewish Federation of Detroit informou que centros comunitários judaicos foram colocados em confinamento preventivo. "Pedimos aos membros da comunidade que, por enquanto, evitem a área", afirmou a entidade.
"Estou acompanhando as informações sobre um tiroteio em andamento no Temple Israel, em West Bloomfield. Estamos trabalhando com a polícia do estado de Michigan para obter mais detalhes", escreveu a governadora Gretchen Whitmer na rede X.
"É devastador. A comunidade judaica de Michigan precisa poder viver e praticar sua fé em paz. O antissemitismo e a violência não têm lugar em Michigan", acrescentou.
Incidentes e ataques antissemitas têm aumentado nos últimos anos nos Estados Unidos. Em maio de 2025, um atirador abriu fogo em frente ao Capital Jewish Museum, em Washington, matando dois funcionários da embaixada de Israel.
Prédio foi evacuado
A sinagoga atingida é considerada a maior congregação judaica reformista dos Estados Unidos, com cerca de 12 mil membros, e abriga também um centro de educação infantil. Durante o incidente, o prédio foi evacuado e escolas e instituições judaicas da região adotaram protocolos de confinamento por precaução.
Autoridades estaduais condenaram o ataque e manifestaram solidariedade à comunidade judaica. A governadora do Michigan, Gretchen Whitmer, afirmou que a população deve poder "viver e praticar sua fé com segurança", enquanto a federação judaica da região orientou instituições a reforçar medidas de segurança.
As circunstâncias do ataque e a motivação do agressor ainda estão sob investigação.
Com AFP