Pedro Pannunzio, de Pereira, especial para a RFI, e AFP
Em Pereira, município que concentra, até o momento, o maior número de mortes, centenas de voluntários participavam dos trabalhos de busca na terça-feira (11), ao lado de agentes do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil e do Exército colombiano.
Entre os enormes corredores humanos formados para retirar os escombros, porém, não havia equipes internacionais de resgate, como as que se mobilizaram rapidamente, há pouco mais de um mês, para auxiliar a Venezuela após um terremoto duplo que deixou, até agora, mais de 6.300 mortos.
A ausência das equipes estrangeiras não se deve à falta de disposição para ajudar, mas a uma decisão do novo presidente colombiano, Abelardo De La Espriella, empossado na última sexta-feira (7), em Cali, cidade que concentra o maior número de desaparecidos. Na terça-feira, o presidente de El Salvador, Nayib Bukele, tornou pública a decisão colombiana.
"O governo da Colômbia solicitou ajuda humanitária exclusivamente na forma de insumos para atender às famílias afetadas pelo terremoto. Fomos informados de que suas equipes de resgate estão mobilizadas e, por isso, neste momento, não necessitam de apoio de pessoal", publicou Bukele em sua conta no X.
Horas depois, a chancelaria colombiana divulgou um comunicado afirmando ter feito "um apelo à comunidade internacional para solicitar apoio no atendimento à emergência". O governo, entretanto, não esclareceu se o pedido inclui o envio de equipes internacionais de resgate.
Enquanto as buscas continuam, a União Europeia anunciou nesta quarta-feira a liberação de € 2 milhões em ajuda à Colômbia. "Enquanto as operações de busca e resgate continuam, a UE apoia a Colômbia onde quer que seja possível", declarou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em uma publicação no X.
Bruxelas já havia anunciado, na segunda-feira, a mobilização do serviço de satélites Copernicus para apoiar as operações de emergência.