Aliados do Irã no Iêmen lançam alerta após bloquearem portos sauditas

Houthis ameaçaram atacar navios; bombardeios no Oriente Médio prosseguem

21 jul 2026 - 12h02
(atualizado às 13h50)

Um e-mail atribuído aos Houthis, rebeldes no Iêmen aliados do Irã, alertou várias empresas de transporte marítimo para que evitassem operações em portos sauditas, acrescentando que ignorar o aviso poderia resultar em ataques às embarcações.

Houthis anunciaram bloqueio de portos na Arábia Saudita
Houthis anunciaram bloqueio de portos na Arábia Saudita
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A informação é da Reuters, que confirmou que o alerta foi dado ontem, mesmo dia em que os Houthis anunciaram o início de um bloqueio naval na Arábia Saudita, país que consideram inimigo.

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"Está proibido que navios carreguem ou descarreguem mercadorias em portos sauditas ou a partir deles", diz a mensagem enviada pelo Centro de Coordenação de Operações Humanitárias, controlado pelos Houthis em Sanaa, e analisada pela Reuters.

"Recomendamos que sua empresa exerça a devida diligência", acrescenta o e-mail, observando que "qualquer atividade desse tipo colocará em risco os navios que violarem o bloqueio".

Em meio às trocas de ataques com os Estados Unidos, os mais recentes bombardeios iranianos tiveram como alvo, nesta terça-feira (21), instalações de radar e defesa aérea dos EUA no Kuwait, Bahrein e Jordânia.

A Guarda Revolucionária do Irã também afirmou ter atacado e interceptado dois "petroleiros em situação irregular" que tentavam transitar pelo Estreito de Ormuz, ação que faz parte do esforço para controlar a principal rota comercial marítima do Oriente Médio.

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Do lado americano, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) confirmou a conclusão de mais uma série de ataques contra o Irã pela décima noite seguida, na segunda-feira (20).

Segundo o Washington Post, os recursos do Pentágono para a guerra no Oriente Médio estão se esgotando, o que tem levado o órgão comandado por Pete Hegseth a reduzir atividades de treinamento e manutenção.

A reportagem explica que a Casa Branca solicitou US$ 67 bilhões para ajudar a cobrir os custos da guerra no Irã, mas o pedido está travado no Congresso, que entrará em recesso na quinta-feira (23).    

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