Aliado de Merz renuncia após pressão na Alemanha por bebê gerado por barriga de aluguel

18 jul 2026 - 15h37

Jens Spahn, ‌um membro de destaque do partido conservador no poder na Alemanha, renunciou neste sábado após ter um filho nascido de uma mãe de aluguel ⁠nos Estados Unidos, uma atitude que ‌contraria a oposição de seu próprio partido à barriga de aluguel, ‌de acordo com uma ‌carta à qual a Reuters ⁠teve acesso.

Spahn, de 46 anos, líder parlamentar da União Democrata-Cristão do chanceler Friedrich Merz e de sua ala irmã, a União Social-Cristã (CDU/CSU), foi alvo ‌de duras críticas após a divulgação ‌da notícia ⁠de ⁠que havia se tornado pai, junto com seu ⁠marido, por ‌meio de uma ‌barriga de aluguel.

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A barriga de aluguel é proibida na Alemanha, embora não seja ilegal criar uma criança ⁠nascida de uma mãe de aluguel fora do país.

"Nos últimos dias, percebi que minha felicidade pessoal — formar uma família ‌com meu marido e me tornar pai — é incompatível com meu cargo ⁠político", escreveu Spahn na carta de renúncia.

A CDU votou pela manutenção da proibição da barriga de aluguel na Alemanha em sua convenção partidária em fevereiro, e a notícia de que Spahn recorreu a uma barriga de aluguel nos EUA gerou inúmeros pedidos de dentro do partido para que ele renunciasse.

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