Acordo comercial entre EUA e Índia pode ser assinado em 3-4 meses, diz autoridade norte-americana

22 jul 2026 - 09h46
(atualizado às 10h40)

Um aguardado acordo ‌comercial entre os EUA e a Índia poderá ser assinado nos próximos três a quatro meses, disse nesta quarta-feira uma autoridade sênior norte-americana, indicando que as negociações entre as duas partes estão praticamente concluídas.

"O acordo... está pronto. Temos, literalmente, o ⁠documento", disse a autoridade norte-americana, sob condição de anonimato, à ‌margem da reunião dos ministros das Relações Exteriores da Asean, em Manila.

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O que ainda está pendente, segundo a ‌autoridade, é a conclusão por parte de ‌Washington das investigações comerciais previstas na Seção 301. ⁠A lei abrange práticas comerciais desleais e permite que os EUA imponham tarifas ou tomem outras medidas retaliatórias.

Washington e Nova Délhi vêm negociando um acordo comercial bilateral para ampliar acesso a mercado e reduzir barreiras comerciais, como parte dos esforços ‌para aprofundar os laços econômicos.

A autoridade afirmou que o acordo ‌está quase concluído, sendo ⁠que o ⁠atraso restante decorre das investigações comerciais em andamento nos EUA, e não ⁠de questões bilaterais não ‌resolvidas.

Segundo a fonte, uma ‌investigação da Seção 301, abrangendo 60 países, deve ser concluída nesta semana ou na próxima. Assim que essa e outras investigações em andamento forem concluídas, "começaremos a ver progresso, ⁠não apenas na Índia, mas em outros lugares", acrescentou.

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Questionado sobre quando o acordo poderia ser concluído, o funcionário respondeu: "Talvez mais três ou quatro meses."

Washington já propôs novas tarifas de até 12,5% sobre dezenas ‌de países, incluindo a Índia e o Brasil, devido a alegações de que eles não conseguiram coibir o comércio de ⁠produtos fabricados com trabalho forçado.

Separadamente, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou na terça-feira que os medicamentos genéricos importados para os Estados Unidos permanecerão isentos de tarifas por dois anos a partir de 1º de agosto, antes de passarem a incorrer em tarifas de 100% por um ano e de 200% a partir de então — medida que pode afetar a indústria farmacêutica indiana.

A Índia é o país mais exposto entre os exportadores de medicamentos genéricos, com os Estados Unidos representando US$9,7 bilhões, ou quase 38%, de suas exportações farmacêuticas de US$25,8 bilhões em 2025.

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