12 mil crianças sofrem de desnutrição em Gaza, denuncia Unicef

Trata-se do pior índice mensal já registrado na guerra

11 ago 2025 - 12h06
(atualizado às 12h41)

O número de crianças que sofrem de desnutrição na Faixa de Gaza atingiu 12 mil casos em julho, denuncia um relatório do Fundo das Nações para a Infância (Unicef), que destacou ser "o pior índice mensal já registrado".

Desnutrição infantil em Gaza em julho chegou a 'níveis alarmantes', diz Unicef
Desnutrição infantil em Gaza em julho chegou a 'níveis alarmantes', diz Unicef
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Em uma publicação no X, o escritório do Unicef no Oriente Médio e Norte da África solicitou que a ajuda humanitária chegue ao enclave "com urgência às crianças, antes que se percam outras vidas".

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"Em fevereiro, 2 mil menores sofriam de desnutrição aguda em Gaza. Em junho, este número triplicou. Agora, duplicou-se de novo. Trata-se de uma prova clara que a desnutrição está avançando rapidamente, colocando em risco jovens vidas. O ritmo de mortes é alarmante", afirmou a agência da ONU nesta segunda-feira (11).

Segundo o Unicef, os 12 mil casos registrados em julho no enclave são de crianças com desnutrição aguda, e não do tipo grave, que é uma forma mais severa do quadro, com maiores riscos de complicações e óbitos.

"Sabemos como prevenir e tratar a desnutrição. As ferramentas existem. Os especialistas existem. Mas sem um acesso seguro e contínuo, tudo isso é inútil. As crianças de Gaza precisam de acesso urgente a ajuda em larga escala e de um cessar-fogo. Agora!", destacou o Unicef nas redes sociais.

Ontem, o chefe do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha), Ramesh Rajasingham, relatou que "as mortes ligadas à fome em Gaza estão aumentando, principalmente entre crianças afetadas por desnutrição".

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Entretanto, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, negou no domingo (10) que haja falecimentos no território palestino devido à falta de acesso a alimentos.

"Os únicos que estão deliberadamente morrendo de fome são os nossos reféns", afirmou Netanyahu em coletiva de imprensa.

Após pressão internacional, o governo israelense autorizou o lançamento de ajuda humanitária por meio de aviões por alguns países. Já os comboios terrestres são controlados pelo país judeu. 

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