Motocicletas estão presentes em 63% das mortes no trânsito em Porto Alegre em 2026

Nos dois primeiros meses de 2026, as motocicletas se consolidaram como o principal vetor de mortes no trânsito de Porto Alegre

24 mar 2026 - 20h18

Dados parciais da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) revelam que 63% dos óbitos registrados nas vias urbanas da Capital tiveram envolvimento de motos.

Foto: Rodger Timm / PMPA / Porto Alegre 24 horas

Ao todo, foram 19 sinistros com morte, resultando em 19 vítimas fatais. Desses, 12 casos envolveram motocicletas, evidenciando o protagonismo desse tipo de veículo nas ocorrências mais graves do trânsito.

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Perfil das vítimas reforça vulnerabilidade

Entre as vítimas fatais:

  • 9 eram condutores de motocicleta — ou seja, todos os motoristas mortos no período eram motociclistas;
  • 2 pedestres morreram após serem atropelados por motos;
  • 1 passageiro (carona) também morreu em ocorrência envolvendo motocicleta.

O dado chama atenção: além de vitimar seus próprios condutores, as motocicletas também aparecem em mortes de terceiros, ampliando o impacto desse tipo de sinistro.

Falta de habilitação agrava cenário

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Outro fator crítico identificado é a irregularidade na condução.

Dos 7 sinistros com mortes envolvendo motoristas sem habilitação, 6 tinham participação de motocicletas — o equivalente a 86% dos casos.

O número reforça a combinação perigosa entre condução irregular e uso de motocicletas, aumentando o risco de acidentes fatais.

Comportamento de risco está entre as principais causas

Levantamentos do Programa Vida no Trânsito indicam que os principais fatores associados às mortes são:

  • avanço de sinal ou desrespeito à preferência;
  • condução sem CNH;
  • velocidade excessiva ou inadequada.

A análise aponta que a maioria das ocorrências está ligada a comportamentos evitáveis, e não apenas a fatores estruturais.

Quem são os motociclistas vítimas

A idade média dos motociclistas mortos é de 33 anos, indicando que as vítimas estão, em sua maioria, em plena idade produtiva.

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Além disso, parte dos envolvidos atuava profissionalmente com a moto, como motoboys ou mototaxistas, o que expõe também a dimensão laboral do risco.

Um alerta para políticas públicas

Os dados reforçam a necessidade de ações mais incisivas voltadas ao uso seguro de motocicletas — seja na fiscalização, na educação no trânsito ou na regulamentação do trabalho sobre duas rodas.

Com quase dois terços das mortes ligadas a motos, o cenário acende um alerta: reduzir os óbitos no trânsito de Porto Alegre passa, necessariamente, por enfrentar os riscos associados às motocicletas.

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