O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) tem uma sessão presencial esvaziada nesta quarta-feira, 16, um dia após o julgamento sobre a abertura ou não de investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por manter relação suspeitas com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master, ter sido interrompido por um pedido de vista do ministro Flávio Dino.
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A sessão começou por volta das 14h50 sem a presença em plenário dos ministros Gilmar Mendes, decano da Corte, Flávio Dino e Alexandre de Moraes. Em clima de ressaca moral, os dois primeiros participam da sessão por vídeo conferência. Na pauta, os ministros devem analisar ações sobre licença-maternidade, planos de saúde, proteção ambiental e imunidade tributária.
Pela ordem da sessão desta quarta, a primeira ação que seria julgada — que contesta normas federais sobre licença-maternidade — tem relatoria do ministro Alexandre de Moraes. Como o ministro não estava presente, o presidente Edson Fachin iniciou votando o tema que trata do alcance da imunidade do Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI) para empresas do setor imobiliário.
Moraes, único dos ministros a não participar da sessão, é suspeito de ter respondido a 51 mensagens do banqueiro Daniel Vorcaro sobre temas variados, entre eles negócios do Master, fuga para o estrangeiro, pedidos de interferência junto à PF e à Procuradoria-Geral da República.
As conversas foram extraídas do celular do ex-Master e teriam ocorrido entre 4 e 17 de novembro de 2025, período que antecedeu a primeira prisão do banqueiro. Como eram enviadas em formato de visualização única, por meio de capturas de tela, a investigação teve acesso apenas ao conteúdo encaminhado pelo banqueiro, sem recuperar as respostas de Moraes.
Moraes nega ter mantido diálogos com Vorcaro. Em uma defesa de 44 páginas apresentada ontem à Presidência da Corte, o ministro afirmou ser alvo de uma “farsa montada” e disse que todos conhecem a “motivação político-eleitoral dessas criminosas mentiras”.