Investigação pode levar Ronnie Mello (PP) a ser afastado de cargo na Assembleia Legislativa

Durante as diligências, foram apreendidos notebook, tablet, telefone celular, dinheiro em espécie e documentos

31 mai 2026 - 18h16

A investigação que envolve o ex-prefeito de Uruguaiana, Ronnie Mello (PP), ganhou novos desdobramentos e aumentou a pressão política sobre o ex-chefe do Executivo. O caso teve origem em denúncias apresentadas pelo vereador Luis Fernando Braite (PDT), que afirma ter recebido propostas financeiras para desistir de uma eventual candidatura a deputado estadual, votar favoravelmente às contas da gestão de Ronnie e encerrar fiscalizações relacionadas ao transporte escolar rural. Segundo o parlamentar, ele procurou as autoridades após receber a primeira parcela do valor oferecido.

Foto: Reprodução/Redes Sociais / Porto Alegre 24 horas

Entre os elementos que passaram a integrar o inquérito está um envelope contendo R$ 5 mil, entregue por Braite à Polícia Civil e ao Ministério Público. Conforme divulgado pelo vereador, o material possuía timbre da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. Outro ponto que chamou atenção foi o cumprimento de mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao ex-prefeito, incluindo sua residência e veículo em Uruguaiana, além do apartamento onde mora com a família em Porto Alegre. Durante as diligências, foram apreendidos notebook, tablet, telefone celular, dinheiro em espécie e documentos.

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A repercussão do caso também alcançou as redes sociais. Publicações feitas por Ronnie Mello passaram a ser associadas por internautas e adversários políticos aos locais onde a Polícia Civil teria registrado os materiais apreendidos na Capital. Nos bastidores, cresce a expectativa por novos desdobramentos judiciais e políticos, incluindo possíveis pedidos à Justiça e à Assembleia Legislativa para que Ronnie seja afastado da função que exerce no gabinete do deputado estadual Frederico Antunes enquanto as investigações estiverem em andamento.

Ronnie negou qualquer irregularidade, afirmou ser vítima de perseguição política e acusou Braite de buscar notoriedade às suas custas. Neste domingo (31), o vereador respondeu por meio de nota, acusando integrantes do Progressistas de Uruguaiana de disseminarem áudios manipulados e vazados ilegalmente da Operação Oppenheimer para alterar a percepção pública sobre o caso. Braite afirmou que encaminhará o material às autoridades e reiterou que todas as gravações realizadas e o recebimento do dinheiro foram previamente comunicados à Polícia Civil e ao Ministério Público.

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