Indústria da moda adapta produção ao avanço do e-commerce

Com a expansão das vendas online de moda, marcas digitais passam a exigir processos produtivos mais ágeis e flexíveis, levando indústrias de confecção a adaptarem suas operações para acompanhar o novo ritmo do mercado

14 jul 2026 - 14h13

O avanço do comércio eletrônico tem transformado a cadeia produtiva da moda brasileira. Segundo a pesquisa NuvemCommerce, divulgada pelo E-commerce Brasil, o setor registrou crescimento de 35% nas vendas online em 2025, movimentando R$ 2,9 bilhões e ultrapassando 10 milhões de produtos vendidos.

Foto: Imagem do Magnific/Freepik / DINO

A Statista projeta que a receita do segmento alcance US$ 8,47 bilhões no Brasil neste ano, com crescimento médio anual de 11,56% até 2029. Esse avanço também altera a dinâmica da indústria de confecção, que passa a responder a ciclos produtivos mais curtos, demandas por personalização e reposições mais frequentes.

Publicidade

As mudanças no consumo digital acontecem em um setor de grande relevância para a economia brasileira. Dados da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) mostram que o setor movimentou R$ 221 bilhões em 2024, reúne 25,7 mil unidades produtivas formais e gera 1,34 milhão de empregos diretos. No mesmo período, a produção ultrapassou 8,4 bilhões de peças, reforçando a posição do Brasil como a maior cadeia têxtil completa do Ocidente.

A mudança no comportamento do consumidor também alterou a relação entre marcas e fornecedores. Para Dariele Ferreira, diretora comercial da Brunx Indústria Têxtil, a velocidade do ambiente digital fez com que a indústria deixasse de exercer apenas o papel de fabricante.

"Antes, muitas marcas trabalhavam com ciclos mais longos, coleções fechadas e planejamentos mais previsíveis. Hoje, no digital, tudo acontece de forma mais dinâmica. As marcas precisam testar produtos, acompanhar tendências, lançar novidades com mais frequência e, ao mesmo tempo, manter produtos de giro sempre disponíveis. Isso faz com que a indústria deixe de ser apenas uma fornecedora de produção e passe a ser uma parceira estratégica no crescimento da marca", afirma a diretora.

A evolução do comércio eletrônico também mudou a forma como o consumidor descobre e compra produtos de moda. Os dados compilados pelo NuvemCommerce afirmam que o Instagram é utilizado organicamente por 97% das lojas virtuais de moda, enquanto 70% investem em anúncios na plataforma e 60% utilizam recursos como o Instagram Shopping para atrair clientes. O TikTok já figura entre os principais canais de vendas do segmento, ao lado de ferramentas como grupos no WhatsApp, vídeos de produtos e provadores virtuais. Esse comportamento exige lançamentos mais frequentes e reposições em prazos cada vez menores.

Publicidade

Nesse cenário, cresce a procura por parceiros industriais capazes de reunir agilidade, qualidade e flexibilidade, observa Dariele. "As marcas digitais precisam de agilidade, qualidade, flexibilidade e capacidade de personalização. Elas trabalham tanto com produtos de giro, que exigem reposição constante, quanto com coleções específicas e lançamentos sazonais. Além disso, prazo, acabamento, padronização e capacidade de reposição fazem diferença, porque qualquer falha na produção pode impactar diretamente a experiência do cliente final", explica.

Para a executiva, rapidez e personalização só se tornam diferenciais quando são sustentadas por processos bem estruturados. "Uma peça que começa como teste pode se transformar rapidamente em um produto de giro. Para acompanhar esse movimento, é preciso ter organização produtiva, conhecimento técnico e processos estruturados. Produzir rápido só faz sentido quando existe controle em cada etapa e a qualidade é mantida tanto em coleções especiais quanto em produtos de reposição contínua", destaca a diretora comercial.

Marcas próprias

A expansão do e-commerce também impulsiona o crescimento das marcas próprias, dos marketplaces e das operações nativas digitais, abrindo novas oportunidades para a indústria de confecção.

Na Brunx Indústria, esse movimento levou à adaptação dos processos para atender marcas em diferentes estágios de crescimento. Cada operação é estruturada de acordo com necessidades como desenvolvimento de coleções, volume de produção, personalização e frequência de reposição.

Publicidade

Para Dariele, a expansão da moda digital ainda abre novas oportunidades para a indústria nacional. "Cada vez mais surgem marcas autorais, operações de nicho e empresas que desejam vender em diferentes canais. A indústria que consegue unir qualidade, flexibilidade, capacidade de escala e desenvolvimento de produtos passa a contribuir de forma mais estratégica para o crescimento dessas marcas. O Brasil possui polos têxteis consolidados, mão de obra qualificada e capacidade produtiva para fortalecer a competitividade da moda nacional", conclui.

Para saber mais, basta acessar: https://atacado.brunxind.com

Website: https://atacado.brunxind.com

Este é um conteúdo comercial divulgado pela empresa Dino e não é de responsabilidade do Terra
Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se