Suspeito de esfaquear dois homens judeus em Londres foi acusado de tentativa de assassinato e de posse de arma branca em local público. Autoridades tratam ataque como antissemita e terrorista.O homem de 45 anos suspeito de esfaquear dois cidadãos judeus na última quarta-feira no norte de Londres foi acusado de tentativa de assassinato e de posse de arma branca em local público, informou nesta sexta-feira (01/05) a Polícia Metropolitana da capital britânica (Met, na sigla em inglês).
Trata-se de Essa Suleiman, cidadão britânico nascido na Somália e que chegou ao Reino Unido ainda criança. Ele compareceu à Corte de Magistrados de Westminster, no centro de Londres, onde um juiz apresentou formalmente as acusações - duas de tentativa de assassinato e uma de posse de arma branca - em relação ao ataque ocorrido em plena rua no bairro londrino de Golders Green. As autoridades estão tratando o ataque como antissemita e terrorista.
A comandante da Met, Helen Flanagan, chefe da Unidade Antiterrorismo de Londres, que lidera a investigação, destacou em nota que as forças de segurança estão decididas "a que se faça Justiça para as vítimas e, agora que uma pessoa foi indiciada, peço a todos que evitem qualquer especulação sobre este caso para que a justiça siga seu curso".
Série de ataques
Este incidente antissemita ocorreu após outros ataques nas últimas semanas contra a comunidade judaica no Reino Unido, entre eles o incêndio criminoso de quatro ambulâncias da organização voluntária Hatzola em março, também em Golders Green, pelo qual quatro suspeitos estão sendo processados.
Esta situação obrigou o governo a elevar ontem o nível de ameaça terrorista contra o país de "considerável" (possibilidade de um ataque terrorista) para "grave" (ataque altamente provável).
A ministra do Interior britânica, Shabana Mahmood, pediu à população que se mantenha "alerta" no dia a dia e que relate qualquer preocupação às autoridades policiais.
Cerca de 300 membros da comunidade judaica no Reino Unido se reuniram na noite de quinta-feira em frente à residência do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, para exigir um "plano sério" de proteção após os crescentes ataques antissemitas no país.
md (EFE, AFP)