Guerra na CPMI do INSS: Governo tenta anular quebra de sigilo de filho de Lula

Base governista acusa presidente de comissão de fraudar contagem de votos em sessão marcada por agressões e denúncias de "sócio oculto" no INSS

26 fev 2026 - 14h39

A temperatura política em Brasília subiu drasticamente nesta quinta-feira (26) após uma sessão caótica na CPMI do INSS. A base governista anunciou que vai recorrer ao presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre, para tentar anular a votação que aprovou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula. O clima no colegiado foi de guerra, com trocas de ofensas e até agressões físicas entre parlamentares após a decisão que também atingiu empresários e ex-sócios de instituições financeiras.

CPMI do INSS: Governistas votaram contra requerimentos, mas foram derrotados
CPMI do INSS: Governistas votaram contra requerimentos, mas foram derrotados
Foto: Geraldo Magela/Agência Senado / Perfil Brasil

CPMI do INSS

O líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues, foi categórico ao classificar o episódio como um ato desonesto. Segundo ele, houve uma manobra na contagem dos votos durante a votação simbólica. "Em um ato golpista e desonesto, eles fraudaram o resultado. Quatorze parlamentares estavam em pé contra a quebra de sigilo", afirmou Randolfe ao confirmar que pedirá a anulação oficial da sessão. Os governistas alegam que o presidente da comissão, senador Carlos Viana, ignorou deliberadamente o número real de opositores à medida para garantir a vitória da oposição.

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A suspeita que recai sobre Lulinha, apresentada pelo relator Alfredo Gaspar, é de que ele atuaria como um suposto "sócio oculto" de Antônio Camilo Antunes, conhecido como o "careca do INSS". Antunes é apontado como o intermediário de um esquema que desviava recursos de aposentados e pensionistas. Com a quebra de sigilo aprovada, os congressistas pretendem vasculhar extratos e declarações de Imposto de Renda em busca de entradas financeiras que confirmem uma suposta "mesada" de R$ 300 mil, mencionada durante as investigações da corporação.

Pancadaria

A confusão começou quando Carlos Viana declarou o resultado após contar apenas sete parlamentares levantados, enquanto a base do governo sustenta que o dobro de pessoas se posicionou contra. Deputados como Paulo Pimenta e Rogério Correia chegaram a avançar contra a mesa da presidência aos gritos de "golpe". Apesar dos protestos e dos pedidos de anulação por erro material, Viana manteve a decisão, argumentando que o rito seguiu o regimento interno. O caso agora deve parar no Conselho de Ética e na presidência do Senado, aprofundando a crise institucional na comissão que apura fraudes bilionárias em benefícios previdenciários.

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