A ausência de Lula, Flávio Bolsonaro e Romeu Zema no debate da Band gerou duras críticas dos concorrentes presentes, que os chamaram de fujões. No evento, Renan Santos atacou os líderes das pesquisas, enquanto Ronaldo Caiado defendeu penas mais duras e confisco de bens de agressores de mulheres. Já Augusto Cury propôs a escala de trabalho 5x2 em substituição à 6x1, alertando para o aumento do esgotamento profissional e dos casos de burnout entre os trabalhadores brasileiros.
A ausência de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no debate da Band foi alvo de ataques dos candidatos à Presidência que compareceram. O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), chamou os dois de 'fujões'. "Acredito que, isso acontecendo, vai ter motivação maior da sociedade brasileira para acompanhar. Peço ao eleitor que não se sinta decepcionado pela ausência daqueles que nada têm a mostrar e muito a esconder".
Lula, Romeu Zema e Flávio Bolsonaro não compareceram
Além de Caiado, participam do debate Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante).
Renan Santos diz que quer direcionar pergunta para Lula no Debate da Band #DebatenaBand2026 #BandEleicoes2026 pic.twitter.com/qWWmHPMTRb
— Band Jornalismo (@BandJornalismo) August 24, 2026
Em entrevista a jornalistas, Renan afirmou: "Os líderes nas pesquisas são dois imbecis, corruptos, que não têm coragem de honrar a tal da democracia que tanto falam. [Estou] aguardando eles. Essa aqui é a fralda do Flávio, deveria ter vindo de fralda, não veio. Cadê a fralda do Lula, também não veio a do Lula? Está aqui a fralda do Lula".
Em seguida, o candidato do Missão questionou o não comparecimento de Romeu Zema (Novo). "Não entendi por que que o Zema não veio… Negócio estranho!"
Principais pontos
Augusto Cury se manifestou a respeito do fim da escala 6x1. O candidato defendeu a adoção do modelo de trabalho 5x2 e fez um alerta sobre os impactos do estresse profissional. "30% dos trabalhadores do Brasil estão com síndrome de burnout, estresse profissional, dores de cabeça, dores musculares, autocobrança, cobrança excessiva", afirmou Cury.
Ronaldo Caiado, sugeriu que irá apresentar ao Congresso um projeto de lei para confiscar bens de agressores de mulheres. "A pessoa normalmente agride a mulher porque ele se acha dono dela, como se fosse propriedade dela, é assim que esse covarde trabalha. E nesta hora eu vou apresentar, sim, ao Congresso Nacional porque lá sei que sairei em condições de aprovar, para que haja o confisco dos bens deste covarde, além de ter uma pena ampliada. De 20 a 40 anos, de acordo com o grau da violência, esse cidadão não terá o benefício da diminuição da pena antes de cumprir 90% dela", disse Ronaldo Caiado.
*Em atualização