A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) precisou agir com rapidez para reorganizar o cronograma das categorias de acesso ao topo do automobilismo mundial. Diante do cenário de instabilidade no Oriente Médio, as etapas que abririam a temporada da Fórmula 2 (F2) e da Fórmula 3 (F3) foram suspensas.
Assim como ocorreu no planejamento da Fórmula 1, a segurança e a logística foram priorizadas, resultando na retirada das provas previstas para o Bahrein e para a Arábia Saudita. Mas, para evitar um prejuízo esportivo aos pilotos em formação, a entidade máxima do esporte confirmou que as duas divisões acompanharão a categoria principal em locais até então inéditos para os jovens competidores.
A estreia da F2 e F3 em solo noxrte-americano
A solução encontrada pela FIA marca um ponto de virada histórico para as competições de base. Tradicionalmente, os calendários dessas categorias são concentrados na Europa, com passagens pontuais pela Austrália e pelo Oriente Médio, visando o controle de custos operacionais para equipes menores.
No entanto, em 2026, o Autódromo Internacional de Miami e o Circuito Gilles-Villeneuve, em Montreal, serão os palcos das novas rodadas. Esta será a primeira vez que a Fórmula 2 e a Fórmula 3 atravessarão o Atlântico para competir na América do Norte, oferecendo aos pilotos a oportunidade de aprender traçados técnicos e desafiadores que fazem parte do calendário fixo da elite.
A primeira parada desta turnê emergencial acontece nos Estados Unidos. Entre os dias 1 e 3 de maio, a pista de Miami receberá uma programação extremamente densa, unindo a Fórmula 1, a F1 Academy, a F2 e a F3 no mesmo final de semana. Após o compromisso em solo americano, o paddock terá um intervalo de duas semanas antes de desembarcar no Canadá, onde as atividades ocorrem entre 22 e 24 de maio. Logo após o encerramento da fase norte-americana, as categorias retornam ao continente europeu para cumprir as rodadas duplas de Mônaco e Barcelona em junho.
Preservação da integridade esportiva
A substituição das sedes não foi apenas uma escolha logística, mas uma medida vital para o desenvolvimento dos atletas. Diferente da categoria principal, que consegue absorver uma redução de 24 para 22 corridas sem comprometer o valor do título, as divisões de acesso possuem menos datas disponíveis.
Sem essa manobra, o campeonato da Fórmula 2 seria reduzido para apenas 12 rodadas, enquanto a Fórmula 3 ficaria com nove etapas. Além do menor tempo de exposição para patrocinadores e olheiros, a ausência dessas corridas geraria um hiato de quase dois meses sem atividades oficiais, algo que a organização considerou prejudicial para o ritmo competitivo dos jovens talentos.