Um estudante do curso de Filosofia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) foi agredido dentro do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) após chegar na aula usando uma camiseta com uma estampa associada ao nazismo.
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A imagem estampada era a de uma caveira, relacionada à banda britânica de neofolk Death in June, que utiliza símbolos, nomes e uniformes associados à Alemanha Nazista.
A caveira ilustrada é conhecida, em alemão, como totenkopf, e foi um dos símbolos da SS, uma das principais organizações paramilitares do Terceiro Reich. Na gola da jaqueta, o jovem utilizava um broche com um símbolo de proibido sobreposto a uma suástica.
Segundo relatos e vídeos que circulam nas redes sociais, o rapaz teria feito apologia ao nazismo antes de ser cercado, xingado e agredido por outros alunos. Em imagens, é possível ver um grupo de estudantes confrontando o homem, que, em seguida, é levado para fora das dependências da universidade.
Veja imagens registradas da confusão:
Em nota, o IFCS e o Instituto de História (IH) da UFRJ afirmam que estão apurando os fatos ocorridos e que repudiam qualquer forma de violência, discriminação ou manifestação de caráter nazista.
Leia a nota:
As Direções do IFCS e do IH informam que estão apurando os fatos ocorridos em 25/08/26, cientes de sua gravidade. Reiteramos, desde já, nosso absoluto repúdio a qualquer forma de violência, discriminação ou manifestação de caráter nazista, bem como nosso firme compromisso com a defesa dos direitos humanos, da democracia e da dignidade.
A UFRJ também publicou uma nota em que confirma a instalação de comissão de sindicância para apurar o caso, e que repudia manifestações de apologia ao nazismo, ao fascismo, ao racismo, ao antissemitismo, ao machismo e a todas as formas de intolerância e discriminação.
Confira a nota da universidade:
A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) está apurando as circunstâncias do episódio ocorrido na noite de terça-feira, 25/8, nas dependências do Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (Ifcs) e do Instituto de História (IH), no Centro do Rio. Diante da gravidade do episódio, a UFRJ determinou a instalação de uma comissão de sindicância para apurar os fatos.
A Universidade repudia manifestações de apologia ao nazismo, ao fascismo, ao racismo, ao antissemitismo, ao machismo e a todas as formas de intolerância e discriminação. Reafirma, ao mesmo tempo, que agressões físicas e outras formas de violência não podem ser admitidas como resposta a provocações, conflitos ou divergências.
A universidade é, por sua natureza, espaço de formação para a convivência democrática. Nesse sentido, as direções do Ifcs e do Instituto de História vêm mantendo diálogo permanente com estudantes e suas representações sobre como enfrentar situações de provocação e intolerância, preservar o ambiente universitário e evitar a escalada de conflitos. Esse trabalho foi intensificado nesta quarta-feira, 26/8, com novas reuniões com os estudantes.
A UFRJ reforça que a defesa intransigente da democracia e dos direitos humanos deve caminhar junto com a rejeição a qualquer forma de violência. O episódio será apurado com rigor, responsabilidade e respeito aos direitos de todos os envolvidos.
Até o momento, a UFRJ não confirmou se algum estudante foi identificado ou se houve registro formal de ocorrência policial em relação ao episódio.