Empresária do RS tem infecção após preenchimento no glúteo e passa por três cirurgias

A defesa da empresária contesta essa versão e afirma que o bronzeamento teria sido recomendado pela própria profissional

23 set 2026 - 07h25
Resumo
A empresária Patrícia Fernandes passou por três cirurgias e teve perda de tecido após contrair uma infecção bacteriana decorrente de um preenchimento glúteo em Porto Alegre. Ela acionou a Justiça contra a clínica e a responsável pelo procedimento. Em sua defesa, o estabelecimento afirma que seguiu protocolos de biossegurança e alega que a paciente realizou um bronzeamento logo após a aplicação, descumprindo orientações. A defesa de Patrícia contesta e diz que o bronzeamento foi recomendado.

A empresária Patrícia Coelho Fernandes, de 25 anos, foi recebida nesta terça-feira pelo programa Diário da Tarde da TV Porto Alegre 24 Horas para falar sobre as complicações que enfrentou após realizar um preenchimento glúteo com ácido hialurônico, em Porto Alegre. Segundo o relato da empresária, a aplicação provocou uma infecção que levou à necessidade de três cirurgias. Durante o tratamento, médicos precisaram retirar parte do tecido comprometido.

Foto: Porto Alegre 24 Horas / Porto Alegre 24 horas

Patrícia afirma que ainda convive com as consequências dos procedimentos e que uma das regiões dos glúteos ficou mais profunda após a retirada do tecido. Ela também relata que teve fortes dores, desmaios e precisou ser internada. O material coletado durante uma das cirurgias identificou a bactéria Enterobacter bugandensis. A empresária entrou com uma ação judicial contra a profissional responsável e a clínica onde o procedimento foi realizado.

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Em nota, a Boto Lips Centro Estético afirmou que utilizou ácido hialurônico regular, mantém a documentação e a rastreabilidade dos produtos e segue protocolos de assepsia e biossegurança. A clínica também alegou que Patrícia realizou um bronzeamento a jato menos de 30 minutos após deixar o estabelecimento, apesar de uma orientação para que não fizesse o procedimento naquele momento. A defesa da empresária contesta essa versão e afirma que o bronzeamento teria sido recomendado pela própria profissional. O caso está em discussão judicial e ainda não há decisão sobre eventual responsabilidade.

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