Por maioria, TSE anula votos de Garotinho, RJ não deverá ter 2º turno e abre caminho para vitória de Douglas Ruas

Julgamento pode impactar o resultado das eleições do estado do Rio de Janeiro

8 out 2026 - 11h23
(atualizado às 12h36)

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) anulou os votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos), candidato ao governo do Rio de Janeiro, no último domingo, 8. A sessão teve início na manhã desta quinta-feira, 8, e teve placar final foi de 5 a 2. Com o resultado, o estado não deverá ter segundo turno, o que abre caminho para vitória de Douglas Ruas (PL). 

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Votaram a favor o relator, Floriano de Azevedo Marques, e os ministros Estela Aranha, André Mendonça,  Dias Toffoli e Kassio Nunes Marques, presidente do Colegiado. Os magistrados também rejeitaram o pedido de desistência do político de um recurso apresentado contra a decisão que negou a sua candidatura, que estava sob judice. 

Ricardo Villas Bôas Cueva e Sebastião Reis Júnior foram os primeiros a divergir dos demais. Seu parecer foi favorável à manter válidos os votos e garantir um segundo turno. 

O que estava em discussão é justamente o destino dos votos recebidos pelo candidato, no último domingo, 4, e os efeitos que uma eventual invalidação terá sobre a totalização da eleição. Com a maioria, ocorrerá uma retotalização do resultado das urnas. Na prática, a quantidade de votos válidos na eleição são reduzidos, permitindo a Ruas ser declarado governador do Rio sem segundo turno no dia 25 de outubro. 

Douglas Ruas (PL) e Anthony Garotinho (Republicanos)
Douglas Ruas (PL) e Anthony Garotinho (Republicanos)
Foto: Montagem/Globo/Manoella Mello/Pedro Kirilos/Estadao

A partir desse resultado, o TSE informa ao Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ), que realiza a retotalização dos votos. Isso ocorre porque, com a retirada dos votos de Garotinho da base considerada para a eleição, Ruas ultrapassará a marca de 50% dos votos válidos — percentual necessário para que um candidato seja eleito no primeiro turno, sem considerar votos brancos e nulos.

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Como foi a votação

O primeiro a votar foi o relator do caso, o ministro do TSE Floriano de Azevedo Marques. Ele deu início ao seu parecer afirmando que "é inevitável que a decisão que esse plenário tomará, interferirá no jogo eleitoral". Segundo ele, o que ficar decidido "frustrará parte das forças políticas e eleitores e atenderá a outra".

Floriano de Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)
Foto: Reprodução/TSE/Youtube

Em seguida, o magistrado relembrou que o candidato aceitou participar da disputa pelo governo do Rio de Janeiro mesmo com o registro de candidatura rejeitado e ainda sob judice. Depois, votou contra a desistência do recurso apresentado pelo político por ter impacto direto no pleito, mas foi favorável à anulação dos votos.

Posteriormente ao relator, foi a vez dos ministra Estela Aranha, André Mendonça e Dias Toffoli, que seguiram o parecer de Floriano. Toffoli declarou que "é inexistente" a capacidade política. "É desconsiderado a qualquer tempo, a qualquer hora. Então, por muito mais razão sendo condições de elegibilidade, não há como computar esses votos como votos válidos para nenhum fim".

Ruas recebeu 4.271.199 votos, correspondentes a 49,27% dos votos válidos. Eduardo Paes (PSD) ficou com 3.706.984 votos, que equivalem a 42,76%. Garotinho, por sua vez, teve 274.411 votos, equivalentes a 3,17% dos votos válidos.

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O candidato Anthony Garotinho.
Foto: Pedro Kirilos/Estadao / Estadão

Garotinho apresentou a desistência por sua defesa logo após o primeiro turno. Se for aceita e os votos forem anulados definitivamente, será necessária uma nova contagem, mas o procedimento não é automático.

Ministro cumprimenta a si próprio em sessão que julga caso Garotinho no TSE: ‘Floriano, eu mesmo’
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**Em atualização

Fonte: Portal Terra
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