Historicamente associado ao PT, o Nordeste será novamente um dos principais focos da campanha de Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno da eleição presidencial. Em desvantagem na disputa nacional contra Flávio Bolsonaro (PL), o petista busca ampliar sua votação na região, mas iniciou o 2º turno sem um palanque formal em Pernambuco, Maranhão e Alagoas.
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Em Pernambuco, a governadora reeleita Raquel Lyra (PSD) optou pela neutralidade na disputa presidencial. No Maranhão, o governador eleito Eduardo Braide (PSD) também não declarou apoio a Lula ou a Flávio. Já em Alagoas, JHC (PSDB), que venceu a eleição estadual, está ao lado do candidato do PL.
O cenário contrasta com a situação em outros Estados nordestinos, onde os governadores eleitos ou reeleitos decidiram apoiar Lula. Na Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT) mantém o palanque petista, assim como no Ceará, com Elmano de Freitas (PT), e no Piauí, com Rafael Fonteles (PT).
Em Sergipe, Fábio Mitidieri (PSD) também declarou apoio a Lula. Na Paraíba, o governador eleito Lucas Ribeiro (PP) também está no grupo que apoia o petista, embora o seu partido tenha declarado nacionalmente apoio a Flávio. A presença de aliados nos Estados é considerada estratégica para a campanha petista.
Alagoas está com Flávio
Entre os Estados nordestinos, Alagoas apresenta um dos cenários mais favoráveis ao candidato do PL. JHC (PSDB), que venceu a disputa pelo governo estadual, declarou apoio a Flávio Bolsonaro e passa a ser um dos principais palanques do candidato na região.
É de Alagoas também o vice de Flávio, Alfredo Gaspar (PL).
Rio Grande do Norte terá disputa estadual
O Rio Grande do Norte é o único Estado da região que ainda terá disputa pelo governo no segundo turno. A eleição coloca frente a frente Allyson Bezerra (União Brasil), candidato de oposição, e Cadu, do PT.
Allyson mantém neutralidade na disputa presidencial, enquanto Cadu declarou apoio a Lula.