O Partido Social Democrático (PSD) costuma ser colocado no centro do espectro político brasileiro, embora sua atuação e parte de suas lideranças estejam mais próximas da centro-direita. A classificação também varia conforme o critério utilizado.
O próprio PSD, partido que teve Ronaldo Caiado como candidato à presidência, afirma que seu estatuto o caracteriza como uma legenda de centro-direita. Já o GPS Partidário 2026, levantamento da Folha de S.Paulo que analisou votações no Congresso, frentes parlamentares, migração partidária, coligações e doações, colocou o PSD entre os partidos de centro. A análise destaca que a legenda permanece no meio da régua ideológica, ao lado de outras siglas do chamado centrão.
Isso ajuda a explicar por que o PSD pode reunir políticos com posições bastante diferentes entre si e, dependendo do estado e da eleição, fazer alianças tanto com partidos de direita quanto com siglas de centro e esquerda.
Gilberto Kassab, presidente do PSD, anunciou neste domingo (4) que a legenda manterá neutralidade no segundo turno da eleição presidencial .Com isso, os diretórios estaduais ficarão livres para definir quem apoiar na disputa entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro.
O que significa ser um partido de centro?
Partidos de centro, em geral, não se identificam integralmente com os projetos tradicionais da direita ou da esquerda. Na prática, podem adotar posições diferentes de acordo com o tema, a região e a composição de suas bancadas.
No caso do PSD, essa característica aparece claramente nas alianças eleitorais e na atuação de seus parlamentares. O levantamento da Folha mostra que o PSD e partidos como MDB, União e Republicanos ocupam posições intermediárias em diferentes indicadores.
A análise também apontou que integrantes do PSD assinam frentes parlamentares associadas tanto a temas mais ligados à esquerda quanto a pautas identificadas com a direita.
Por isso, chamar o PSD simplesmente de “partido de esquerda” ou “partido de direita” pode esconder a diversidade existente dentro da legenda.
Quem foi eleito pelo PSD nas eleições de 2026?
Nas eleições realizadas em 4 de outubro de 2026, o PSD teve um desempenho expressivo principalmente nas disputas estaduais.
A legenda elegeu quatro governadores no primeiro turno: Dr. Furlan, no Amapá; Eduardo Braide, no Maranhão; Raquel Lyra, em Pernambuco; e Fábio Mitidieri, em Sergipe. O resultado colocou o PSD como o segundo partido com mais governos estaduais conquistados no primeiro turno, atrás do PL, que elegeu cinco.