Meta AI no WhatsApp gera imagem de 'Flávio 22', mas recusa 'Lula 13' e 'Flávio Bolsonaro 22'

Meta afirma que proibiu temporariamente a recomendação de candidatos ou a geração de imagens deles em cumprimento das regras eleitorais

14 out 2026 - 12h43
(atualizado às 13h03)
Meta AI no WhatsApp gera imagem de 'Flávio 22', mas recusa 'Lula 13' e 'Flávio Bolsonaro 22'
Meta AI no WhatsApp gera imagem de 'Flávio 22', mas recusa 'Lula 13' e 'Flávio Bolsonaro 22'
Foto: Reprodução

Uma diferença no comportamento da Meta AI no WhatsApp chamou a atenção de usuários nesta quarta-feira, 14, durante testes com pedidos de imagens eleitorais. A ferramenta gera conteúdo de campanha com o pedido "Flávio 22", mas recusa solicitações com "Lula 13" e também quando o sobrenome "Bolsonaro" é incluído no nome do senador Flávio Bolsonaro (PL). O Terra reproduziu os testes e confirmou a divergência nas respostas do assistente de inteligência artificial.

Ao ser questionada pela reportagem sobre a dificuldade para produzir uma imagem do petista, a Meta AI informou que não poderia atender ao pedido. Quando perguntada sobre o motivo da recusa, a ferramenta atribuiu o comportamento a um bloqueio automático do sistema e declarou: "Não tenho como detalhar o motivo exato".

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Os testes também identificaram uma restrição na geração de imagens de campanha de Flávio Bolsonaro quando o sobrenome "Bolsonaro" aparece na solicitação. O bloqueio, portanto, está relacionado aos termos "Lula" e "Bolsonaro". A ferramenta, porém, também não produziu a imagem quando o Terra substituiu o nome do presidente por "Luiz Inácio".

Em nota, a Meta informou que em cumprimento com as regras eleitorais do Brasil, proibiu temporariamente a recomendação de candidatos ou a geração de imagens deles. "Tomamos medidas adicionais para que comandos usando apenas o primeiro nome dos candidatos e seu número nas urnas também não produzam imagens”, afirmou. 

As regras eleitorais vedam o favorecimento ou o desfavorecimento político por sistemas automatizados. A resolução 23.755/2026 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), publicada neste ano, proíbe "emitir opiniões, indicar preferência eleitoral, recomendar voto ou realizar qualquer forma de favorecimento ou desfavorecimento político-eleitoral, de maneira direta ou indireta, inclusive por meio de respostas automatizadas".

Em agosto, o TSE anunciou um acordo com a Advocacia-Geral da União (AGU) para compartilhar uma Cartilha de Boas Práticas de Inteligência Artificial. A iniciativa estabeleceu regras voltadas a garantir a independência dos materiais produzidos com o uso dessa tecnologia.

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Fonte: Portal Terra
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