A cantora Marina Sena explicou por que não poderá votar no segundo turno das eleições presidenciais de 2026. A artista recebeu cobranças nas redes sociais após manter sua agenda de shows na Europa durante a votação, marcada para este domingo (25). Em um pronunciamento publicado neste sábado (24), ela afirmou que os compromissos profissionais foram definidos no início do ano e que não conseguiu organizar uma viagem de ida e volta ao Brasil.
“Votar pra mim é um ato importante que exerço desde meus 16 anos com muito compromisso, mas desta vez, falhei no segundo turno”, escreveu a cantora no X, antigo Twitter.
Marina está em Portugal com a turnê Coisas Naturais Europe Tour 2026. Segundo ela, a agenda envolve não apenas suas apresentações, mas também o trabalho de equipes e profissionais dos países por onde passa, além de compromissos assumidos com os fãs que vivem no exterior.
“Não é apenas um show, é uma turnê inteira, que exige muito comprometimento para que não se torne insustentável pra mim e todos os envolvidos, que dependem também desse trabalho”, explicou.
Marina Sena diz que tentou voltar ao Brasil para votar
No pronunciamento, a cantora afirmou que procurou uma maneira de conciliar os compromissos profissionais com a votação, mas não encontrou uma alternativa viável. Ela também lembrou que participou do primeiro turno, em 4 de outubro, quando viajou diretamente de um show no Rio de Janeiro para votar em São Paulo.
Marina declarou que acreditava na possibilidade de o resultado da primeira votação ser diferente e reconheceu que essa expectativa influenciou o planejamento de sua agenda internacional.
“A esperança de que teríamos um resultado mais favorável no primeiro turno existia, eu realmente acreditei, com certeza uma inocência”, escreveu.
Apoiadora de Lula (PT), a artista também afirmou que pretende continuar usando sua visibilidade para falar sobre política, mesmo sem conseguir comparecer às urnas no segundo turno. Ela pediu que sua ausência não desestimule outras pessoas a votar.
“Não gostaria que a minha ausência no segundo turno desencorajasse ninguém de lutar pra vencermos nas urnas”, declarou.
Cantora é cobrada nas redes sociais
A impossibilidade de votar provocou questionamentos de internautas, inclusive de pessoas que acompanham o posicionamento político da artista. Parte das críticas se concentrou na decisão de manter a turnê durante o fim de semana eleitoral e na possibilidade de reorganizar os compromissos.
Uma das mensagens compartilhadas nas redes questionou a cantora por publicar manifestações de apoio político, mas não conseguir comparecer à votação. Outros comentários também levantaram preocupações sobre a participação eleitoral dos profissionais que acompanham a turnê.
O deputado federal André Janones (Rede-MG) saiu em defesa de Marina. O parlamentar criticou as cobranças e argumentou que a cantora havia planejado a agenda internacional acreditando que a disputa presidencial poderia ser decidida no primeiro turno.
Marina afirmou que está triste por permanecer longe do Brasil durante a votação e reiterou seu apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“De toda forma, meu coração e meu apoio estão com Lula 13”, escreveu ao final da publicação.
A cantora também lamentou não existir a possibilidade de voto em trânsito para quem está temporariamente fora do país a trabalho. Ela defendeu uma mudança nas regras para facilitar a participação eleitoral de brasileiros que precisam viajar por motivos profissionais.
Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o voto em trânsito permite votar em outra cidade, desde que o eleitor esteja em território brasileiro e tenha solicitado a transferência temporária dentro do prazo. A modalidade não está disponível em seções eleitorais no exterior.
O prazo para solicitar o voto em trânsito nas eleições de 2026 terminou em 20 de agosto. Quem estiver fora do local de votação e não puder votar deverá justificar a ausência conforme as regras da Justiça Eleitoral.
A eleição presidencial em segundo turno está marcada para este domingo (25). Marina encerrou sua manifestação agradecendo pela oportunidade de levar a música brasileira a outros países e reafirmando que continuará usando sua visibilidade para expressar suas posições.
Como vocês sabem, por compromissos de trabalho, assumidos desde o início do ano, que envolvem não só o meu trabalho, mas também o trabalho das pessoas e equipes que me recebem nesses países, não poderei votar no segundo turno. Não é apenas um show, é uma turnê inteira, que exige muito comprometimento para que não se torne insustentável pra mim e todos os envolvidos, que dependem também desse trabalho. Além de um compromisso assumido com meus fãs que moram longe do Brasil. No primeiro turno, sai diretamente de show no Rio de Janeiro pra exercer meu direito de voto, que faço em todas as eleições com muito orgulho, em São Paulo. A esperança de que teriamos um resultado mais favorável no primeiro turno existia, eu realmente acreditei, com certeza uma inocência, mas fomos impactados com um resultado que exigiu de nós organizar uma mobilização ainda maior nas redes e nas ruas, pela força da democracia. Um movimento histórico que mostrou o poder da luta coletiva. O posicionamento político é uma forma de fortalecer idéias, nos unir em torno de um propósito, engajar assuntos que fortalecem nosso campo e ajudar conteúdos informativos a chegarem em mais pessoas. Por isso, mesmo sabendo que não conseguiria votar no segundo turno, e principalmente por isso, achei importante continuar usando a visibilidade que me foi dada, como pessoa pública, pra dizer o que eu desejo para o Brasil e continuar focada na campanha. Não gostaria que a minha ausência no segundo turno desencorajasse ninguém de lutar pra vencermos nas urnas. Não consigo tirar meu pensamento da eleição que se tornou um marco histórico. Estou triste também por estar longe, não era o ideal, mas não há mais o que fazer. Votar pra mim é um ato importante que exerço desde meus 16 anos com muito compromisso, mas desta vez, falhei no segundo turno. Tentei de tudo pra conseguir fazer um bate e volta pra arcar com meus compromissos eleitorais e de trabalho, mas de nenhuma forma consigo fazer isso acontecer. Agradeço muito pela oportunidade de vir trabalhar e levar minha música pra fora do Brasil. Fico triste por não haver possibilidade de voto em trânsito para quem está fora do país a trabalho. Torço pra que isso mude, inclusive, facilitaria pra que todos que precisam estar fora, conseguissem também votar. De toda forma, meu coração e meu apoio estão com Lula 13.
— Marina Sena (@amarinasena) October 24, 2026
Marina Sena participou de ato pró-Lula
Vale lembrar que Marina Sena também participou do ato musical em apoio à reeleição de Lula, realizado em 18 de outubro, na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Durante a manifestação, organizada por Caetano Veloso e pelo movimento 342 Artes, a cantora subiu ao palco e cantou com Caetano as músicas “Gente” e “Cajuína”. O evento reuniu diversos artistas e apoiadores do presidente na semana que antecedeu o segundo turno das eleições