Seguindo sua tradição pessoal, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) escolheu sua "gravata da sorte" para ir ao primeiro debate contra Flávio Bolsonaro (PL) na corrida eleitoral pela Presidência da República. Os dois se enfrentam neste domingo, 18, em encontro promovido pela Band no segundo turno. Relembre a história por trás da gravata e vezes em que o petista utilizou o item.
A gravata de fundo azul marinho tem as cores do Brasil, com listras em verde, amarelo e branco. O petista usou o acessório pela primeira vez em 2008 e, desde então, costuma acompanhar Lula em agendas internacionais e compromissos relevantes. A primeira vez teria sido quando Lula esteve em Pequim, durante as Olimpíadas.
Em visitas a outros países, como quando foi à China se encontrar com Xi Jinping, e aos Estados Unidos, durante o governo de Joe Biden, antecessor de Donald Trump, Lula escoheu usar a gravata. Ele também costuma utilizar a gravata ao discursar na Assembleia Geral da ONU -- como fez neste ano.
Já no cenário interno, a gravata da sorte voltou a ser destaque em 2016, quando Lula era investigado no âmbito da Operação Lava Jato. Ele usou o acessório durante o seu depoimento ao então juiz Sergio Moro. Da mesma forma, em um interrogatório em 2017, em Curitiba (PR), Lula apareceu com a tradicional gravata.
Voltando aos anos mais recentes, ao assumir a Presidência novamente, em 2022, o petista foi capa da revista Time, usando a tal gravata verde e amarela. "Segundo ato de Lula", dizia a manchete. "O mais popular de todos os presidentes brasileiros volta do exílio político com a promessa de salvar a nação", complementava a chamada da revista.