Juiz proíbe empresário de oferecer viagem de graça para deslocar apoiadores do Lula no dia da eleição

Denúncia foi feita pelo Ministério Público do Trabalho (PT) após vídeo de empresário que oferece uma viagem gratuita para Caldas Novas (GO)

25 out 2026 - 15h43
(atualizado às 15h44)
Empresário Leandro Batista Nóbrega.
Empresário Leandro Batista Nóbrega.
Foto: Reprodução/Instagram

A Justiça Regional do Trabalho da 18ª Região (TRT) proibiu o empresário Leandro Batista Nóbrega de retirar eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de seus domicílios eleitorais neste domingo, 25. Em vídeo publicado nas redes sociais, ele oferece a apoiadores do petista uma viagem gratuita a Caldas Novas, no sul de Goiás, incluindo cerveja e picanha.

A medida foi determinada pelo juiz Carlos Alberto Begalles, neste sábado, 24. Nas redes sociais, Leandro publicou uma foto da decisão, e afirmou que “a Justiça é rápida quando é para punir alguém da direita”.

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Segundo a decisão, a denúncia foi feita pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) após o empresário publicar um vídeo na última sexta-feira, 23, em que aparece oferecendo 1 mil vagas para a viagem a Caldas Novas.

“Estou com 1 mil vagas em Caldas Novas, tudo por conta: transporte de graça, comida, bebida, cerveja, picanha. Vamos levar esse pessoal que vota em Goiânia e que é petista para Caldas Novas esse final de semana”, disse no vídeo.

A medida determina que, se o empresário violar a proibição, deverá pagar uma multa no valor de R$ 100 mil por trabalhador encontrado na suposta viagem. Segundo o juiz, a Constituição Federal garante o voto direto e secreto e o Código Eleitoral proíbe o impedimento do exercício de voto.

O empresário já foi alvo de outras medidas relacionadas a condutas a respeito do seu posicionamento político. Em 2025, por exemplo, Leandro foi obrigado a retirar um cartaz do açougue em Goiânia com a frase: “Petista aqui não é bem-vindo”. Na ocasião, foi processado após o Ministério Público acionar o Frigorífico Goiás ao receber uma denúncia do deputado estadual Mauro Rubem (PT).

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Após a decisão, o frigorífico fez um novo anúncio: “Ladrão aqui não é bem-vindo. Quem apoia ladrão também não”. Na época, a defesa do Frigorífico Goiás, representada por Carlos Olivo, sustentou que o outro cartaz não tinha qualquer veiculação política ou discriminatória. 

Fonte: Portal Terra
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