Haddad diz que teve carro abordado por PMs com fuzis na porta de casa

Segundo o candidato ao governo de São Paulo, motorista foi seguido por uma viatura após deixá-lo em casa

12 ago 2026 - 14h11
(atualizado às 14h25)
Fernando Haddad (PT) é candidato ao governo de São Paulo
Fernando Haddad (PT) é candidato ao governo de São Paulo
Foto: Reprodução/Youtube

O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) afirmou, nesta quarta-feira, 12, que o carro usado por sua equipe foi abordado e seguido por uma viatura da Polícia Militar (PM) na noite de terça-feira, 11, quando chegava à casa do ex-ministro, na zona sul da capital paulista. Segundo Haddad, os policiais estavam armados com fuzis e a abordagem teve caráter “ostensivo e intimidador”.

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Haddad contou que voltava de uma aula magna na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), no Largo São Francisco, quando uma viatura se aproximou do veículo e lançou uma luz sobre o carro. Ele entrou em casa após ser deixado pelo motorista e não deu importância ao episódio naquele momento.

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Segundo o candidato, porém, o motorista continuou sendo acompanhado pela viatura. O veículo teria sido seguido de perto, emparelhado e acompanhado até estacionar em frente a um hotel. O motorista entrou no estabelecimento e, ao perceber que os policiais permaneciam no local, questionou os agentes sobre o motivo da perseguição.

De acordo com Haddad, o motorista relatou que havia três fuzis dentro da viatura e ficou assustado com a situação. O advogado do candidato, Hélio Silveira, afirmou que a abordagem teria durado cerca de 40 minutos.

“Meu carro, depois que me deixou em casa, foi acompanhado por essa viatura da polícia durante muito tempo e de uma forma um pouco ostensiva e intimidadora”, afirmou Haddad a jornalistas após participar de uma sabatina na sede da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP).

O candidato disse que não sabe se os policiais tinham conhecimento de que o veículo era utilizado por ele e afirmou considerar a possibilidade de ter ocorrido uma confusão. “Eu não sei o que aconteceu. Quero crer que possa ter havido alguma confusão”, declarou.

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Haddad afirmou que levará o caso ao governo de São Paulo e às autoridades competentes para pedir esclarecimentos sobre a abordagem. Segundo ele, a iniciativa tem como objetivo também resguardar a segurança de sua equipe.

“Eu estou cumprindo a minha obrigação de levar ao conhecimento do governo do estado um episódio que não foi agradável e que pode ter sido apenas um mal-entendido”, disse.

Até a publicação desta reportagem, a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) não havia se manifestado sobre o caso. A matéria será atualizada caso haja resposta.

Haddad afirmou que não considera a abordagem um procedimento policial comum, mas ressaltou que não sabe o motivo da ação. “Às vezes a pessoa está cumprindo o dever dela, tem razão para ter feito essa abordagem, confundiu a placa do carro, estava procurando um suspeito. Qualquer coisa é possível. Eu estou pressupondo boa-fé”, afirmou.

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Fonte: Portal Terra
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