Flávio Bolsonaro explica motivo da fuga do Brasil e lança candidatura de aliado à presidência do Senado

Senador usou a fronteira com a Argentina para fugir para os EUA com a família

30 out 2026 - 22h40
(atualizado às 23h10)
Flávio Bolsonaro relata conversa com o pai antes de deixar o Brasil e fala em nova candidatura
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Flávio Bolsonaro (PL) defendeu nesta sexta-feira, 30, a indicação de Rogério Marinho (PL-RN) ao comando do Senado Federal. Durante uma live realizada nesta noite, o candidato derrotado também explicou o motivo de sua fuga para os Estados Unidos após a derrota nas urnas.

"A gente está falando de uma atuação político-partidária na mais alta corte desse país. Então, é aquela situação que você não tem a quem recorrer, caso você se sinta vítima de uma injustiça. Então, eu acho que até muitos de vocês que estão me assistindo aqui agora se colocam no meu lugar e talvez tivessem tomado a mesma iniciativa", disse o senador, que está na Flórida (EUA) com a família, sem apresentar provas.

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De acordo com Flávio, ele pretende concorrer novamente à Presidência da República "antes de 2030", afirmando que o Brasil irá quebrar e que isso derrubará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) antes do fim do mandato.

Flávio Bolsonaro explica motivo de fuga do Brasil
Flávio Bolsonaro explica motivo de fuga do Brasil
Foto: Reprodução/Instagram

"Muitas coisas são sem explicação nessas eleições. Matematicamente impossíveis de terem ocorrido no mundo real, sem que houvesse, como eu falei, algum gol de mão. Vou ficar nessa expressão aqui para não aprofundar muito, mas vou falar muito em breve sobre isso com mais profundidade, sobre o que eu penso", acrescentou Flávio, mais uma vez sem provar seu discurso. 

Enquanto questionava as urnas em sua transmissão ao vivo, Flávio indicou Marinho para a disputa à Presidência do Senado. Ele afirmou que usará seu "alcance" nos EUA para ser "resistência" no Congresso Nacional. O término do mandato de Flávio ocorre em janeiro de 2027 e ele ficará sem um cargo público após 24 anos.

"A pessoa que eu vou indicar é o Rogério Marinho para a presidência do Senado Federal. Vamos cobrar dos senadores que vocês votaram para que votem em Rogério Marinho para a Presidência do Senado. É a única forma ali de conseguir ter uma resistência para impedir ou retardar o grande caos que o atual presidente da República vai instaurar no nosso país. Eu vou a partir de agora voltar, ficar ativo aqui para trocar ideia com vocês, exercer essa liderança que vocês me deram", complementou.

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Vale lembrar que Rogério Marinho, que trabalhou na campanha de Flávio, reconheceu a vitória de Lula nas urnas e disse não ter provas para dizer que eleição foi "roubada" como insinuou Flávio.

A aeronave usada pelo senador e sua família na fuga aos Estados Unidos teria sido providenciada por um assessor da Casa Branca, segundo o jornal The New York Times. De acordo com a publicação, há, ainda, a expectativa de que o candidato derrotado nas eleições receba um visto de residência permanente nos EUA. 

Na transmissão ao vivo, Flávio citou, ainda, uma conversa com o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), antes de deixar o país. "Ele me olhou com os olhos cheios de lágrimas e falou: 'Já sabe, né, onde eles querem chegar com isso?', disse o senador, que alegou que não comunicou a decisão a seus aliados para evitar que o plano fosse descoberto e afirmou que pretende continuar exercendo sua liderança política dos Estados Unidos. 

Flávio estava planejando uma coletiva de imprensa para a quinta-feira, 29, mas optou por publicar uma carta com teor golpista na quarta-feira, 28, que, por conta de erros no brasão do país e alteração no texto, foi divulgada em quatro versões diferentes. A live da noite desta sexta-feira é a primeira desde que ele fugiu para os EUA.

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Fonte: Portal Terra
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