Em sabatina na Record, Lula pede mais ministros do STF investigados e cita mudança no Judiciário: 'Precisamos de reforma profunda'

Candidato à reeleição participou do Jornal da Record na noite desta terça-feira, 15

15 set 2026 - 20h20
(atualizado às 20h54)
Em sabatina na Record, Lula pede mais ministros do STF investigados e cita mudança no Judiciário: 'Precisamos de reforma profunda'
Em sabatina na Record, Lula pede mais ministros do STF investigados e cita mudança no Judiciário: 'Precisamos de reforma profunda'
Foto: Reprodução/TV Record

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu que é preciso investigar todos os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) envolvidos com o ex-banqueiro do Master, Daniel Vorcaro, durante a sabatina do Jornal da Record. O petista, que foi o primeiro presidenciável a participar do quadro, também defendeu uma reforma no Judiciário. 

"Chegamos a um momento determinante nesse país. Não há ninguém que possa fugir de um julgamento. O Fachin tem a faca e o queijo na mão. Não há como o brasileiro ficar vendo a Suprema Corte perder a credibilidade; eles precisam ser exemplo [...] Então, que se apure com todo rigor, abra-se o sigilo de telefone de todo mundo", iniciou Lula durante a entrevista com os jornalistas Mariana Godoy e Eduardo Ribeiro, que começou às 19h55 desta terça-feira, 15, diretamente do Palácio do Alvorada, em Brasília (DF). 

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"Não tem trégua, é preciso investigar todos, sem distinção", disse o presidente, que também citou a suspeição de Kássio Nunes Marques e de Dias Toffoli, durante a sessão do STF que analisou a condução da investigação envolvendo Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.

O petista ainda defendeu uma reforma no Judiciário. "Temos que ter uma reforma profunda no Judiciário. Tenho que mudar os critérios de escolha das pessoas, o mandato das pessoas, mas tenho que também mudar os critérios de escolha de outros juízes, de outras instâncias. Temos que mudar o critério de escolha das pessoas, mas também temos que mudar o critério de outras instâncias. O Poder Judiciário tem que virar exemplo", afirmou. 

A sabatina ocorre no mesmo dia em que o plenário do Supremo realizou sessão para analisar a condução da investigação envolvendo Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Durante o julgamento, a questão de ordem que discute se o processo de Moraes deve ser analisado conjuntamente com o de André Mendonça terminou com placar de 4 a 3, após o pedido de vista de Flávio Dino.

Ao longo de mais de cinco horas de sessão, Moraes e Mendonça trocaram acusações; Gilmar Mendes e Luiz Fux divergiram sobre o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal; e Cármen Lúcia afirmou estar “envergonhada” com a situação da Corte.

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Lulinha

Em relação às investigações envolvendo seu filho, Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, alvo de três inquéritos instaurados pela Polícia Federal (PF) que apuram suspeitas de tráfico de influência em favor de empresas interessadas em contratos com o governo federal, o petista voltou a afirmar que ele não recebe qualquer tipo de proteção.

"Eu já disse publicamente. O meu filho não tem proteção. A única coisa que eu quero para o meu filho é igualdade, que tem que se dar para todo mundo. Se ele tiver culpa, ele vai pagar pela culpa dele. E ele sabe disso", explicou. 

Economia

Durante a sabatina, Lula também foi questionado sobre o endividamento da população e inflação dos alimentos. O petista afirmou que o governo precisa ampliar a produção de alimentos, gerar empregos e aumentar os salários para reduzir o custo de vida e melhorar o poder de compra da população. 

"Sabemos que é preciso aumentar a produção de alimento mais barato e que é preciso aumentar emprego,  aumentar o salário, para a gente poder resolver o problema do custo de vida. Além de manter a inflação controlada. Eu vou repetir: a inflação hoje é a menor inflação acumulada em quatro anos da história desse país. Não resolveu tudo. Temos que fazer muito mais", afirmou. 

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Segurança pública

Questionado sobre a segurança pública, Lula afirmou que considera as facções criminosas grupos terroristas do ponto de vista da população brasileira. O presidente diferenciou esse tipo de atuação do terrorismo de Estado, associado a ações contra governos.  

"Uma coisa é o terrorismo de Estado, aquele cara que quer derrubar o governo, que quer assumir; outra coisa é o terrorismo do narco-tráfico do crime organizado, que só quer dinheiro. E são terroristas para a população, porque eles ocupam o bairro que é do povo, a rua que é do povo, a vila que é do povo. Vamos acabar com isso", avaliou. 

Próximos convidados

Após Lula, o Jornal da Record deve receber Romeu Zema (Novo) na quarta-feira, 16, Ronaldo Caiado (PSD) na quinta, 17, e Flávio Bolsonaro (PL) na sexta-feira, 18. Cada conversa terá aproximadamente 30 minutos e deverá abordar propostas dos candidatos e temas considerados centrais para as eleições de 2026.

O primeiro turno das eleições ocorre no dia 4 de outubro.

Fonte: Portal Terra
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