Os candidatos à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foram para o segundo turno e tiveram a menor diferença da história em um primeiro turno para o cargo desde a redemocratização. Com 99,99% das urnas apuradas, o filho de Jair Bolsonaro (PL) teve 47,03% dos votos válidos, enquanto o petista teve 45,16%, uma distância de 1,87 ponto percentual, conforme o Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O segundo turno, marcado para o próximo dia 25, promete uma disputa acirrada entre os dois. Os números deste primeiro turno, inclusive, mostram uma diferença de pouco mais de 2,2 milhões.
Em termos de comparação, Lula teve 48,43% dos votos válidos em 2022, enquanto Bolsonaro conseguiu 43,2%, uma distância de 5,23 pontos percentuais. Até então, essa havia sido a menor diferença de pontuação em um pleito do primeiro turno.
Antes disso, a menor diferença havia sido em 2006, quando Lula enfrentou Geraldo Alckmin. O petista teve 48,61% dos votos válidos, enquanto seu oponente obteve 41,64%, o que corresponde a 6,9 pontos percentuais. Em 2014, a diferença voltou a crescer quando Dilma Rousseff e Aécio Neves se enfrentaram. Os dois estiveram distantes em 8 pontos percentuais, com 41,59% e 33,55%, respectivamente.
Nas eleições anteriores ao primeiro mandato de Lula, a distância entre os dois primeiros colocados foi maior. Em 1989, Fernando Collor e Lula tiveram 13,2 pontos percentuais de diferença, quando chegaram a 30,47% e 17,18%, respectivamente. Na eleição seguinte, Fernando Henrique Cardoso, com 54,28%, e Lula, com 27,04%, corresponderam a 27,2 pontos. Em 1998, FHC e Lula tiveram 21,3 pontos, enquanto em 2002, Lula e José Serra tiveram 23,2 pontos.