O debate entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Rede Globo terminou com três direitos de resposta conceditos ao candidato do PL, enquanto o petista teve uma solicitação atendida pela produção do programa.
De acordo com as regras da Globo, os pedidos de direito de resposta deveriam ser feitos de forma silenciosa durante o programa a qualquer momento. Após as solicitações, a direção do programa analisou e aprovou, ou não, o espaço dentro do debate para que o candidato respondesse.
O primeiro direito concedido a Flávio e Lula aconteceu de forma simultânea. O bolsonarista aproveitou seu tempo para afirmar que o trabalho feito pelo petista nos primeiros governos funcionou, mas que suas ideias hoje já não funcionam bem. Em seguida, abordou o combate aos maus tratos contra os animais.
Lula, no seu único direito de resposta no debate, afirmou que é a "elite brasileira quem deve pedir desculpas ao povo" e que, se eleito, ainda tem muito a fazer pela população, principalmente os mais pobres. Ele também se colocou como o presidente que mais fez na política pública social.
No segundo direito de resposta concedido à Flávio, o candidato do PL rebateu uma fala de Lula, que chamou ele de "miliciano". Flávio Bolsonaro afirmou que nunca foi investigado por envolvimento com milícia e que vai combater esses grupos criminosos, que ele chamou de "narcoterroristas".
No último discurso de Flávio Bolsonaro após direito de resposta, o candidato aproveitou para dar discurso direcionado ao publico feminino e empreendedoras. Ainda afirmou que vai criar a "Casa da Mulher Brasileira", voltada para o acolhimento das mulhetes e ao empreendedorismo.