O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) deu início à semana derradeira de campanha neste domingo, 18, e percorreu um trecho da Avenida Paulista, no coração de São Paulo (SP) com o ‘Bloco do 22’, trio elétrico no qual reuniu aliados e seguidores.
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O Terra acompanhou o trajeto do bloco, que partiu do cruzamento entre a Paulista e a Alameda Ministro Rocha Azevedo, nos arredores do Museu de Arte de São Paulo (Masp) e dispersou na intersecção com a Alameda Joaquim Eugênio de Lima, um trecho de aproximadamente 900 metros e que acabou marcado por calor intenso, problemas técnicos e atendimentos médicos à população.
Os seguidores concentraram-se desde as primeiras horas da manhã, alguns deles vindos de outros Estados. É o caso do agrônomo Itamar Mioto, de 74 anos, que saiu de Chapadão do Sul (MS) e, acompanhado pelos netos, viajou cerca de mil quilômetros para marcar presença no ato.
Para explicar o apoio a Flávio, Itamar argumentou: “Ele defende todos os valores que nós defendemos, que são pátria, família e liberdade”.
Mas se os seguidores chegaram cedo ao ato, Flávio subiu ao trio elétrico às 11h15, 15 minutos após a programação original. Junto ao presidenciável, apareceram Tarcísio de Freitas (Republicanos), governador de SP, e Ricardo Nunes (MDB), prefeito da capital paulista, que também discursaram sobre o trio elétrico.
Flávio, por sua vez, disse que “pouparia a voz” para o debate contra o candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu rival no segundo turno, que acontece às 20h deste domingo. Assim, quem assumiu a responsabilidade de comandar o bloco foi o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG).
O parlamentar mineiro chegou a organizar e direcionar o público ao redor do trio elétrico, além de puxar cânticos e palavras de ordem contra Lula: “Lula ladrão, seu lugar é na prisão”, “A nossa bandeira jamais será vermelha” e “Eu vim de graça”, foram algumas das frases puxadas pelos apoiadores.
Outros nomes que subiram ao trio de Flávio foram os dos senadores eleitos por São Paulo, Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL), o coach Pablo Marçal, Valdemar da Costa Neto, presidente nacional do PL, os deputados eleitos Lucas Pavanato (PL-SP) e Eduarda Campopiano (PL-SP) e Deltan Dallagnol (Novo), entre outros.
‘Dancinhas’ ao som de funk e falha técnica
Chamou a atenção, também, a quantidade de ritmos de funk transformados em jingle e que embalaram o ato. O mais tocado citava: “Quem ficar parado é petista disfarçado”, com Flávio, Nikolas e os demais aliados dançando o ‘passinho’ sobre o trio.
Nos pontos de controle da Polícia Militar instalados sobre a Paulista, o ato parece ter impressionado uma das agentes, que dedicou pelo menos 10 minutos a registrar a movimentação dos apoiadores de Flávio Bolsonaro, conforme registrado pela reportagem, além de sinais de 22, número do candidato do PL.
Abaixo do carro de som, por outro lado, muitos apoiadores não resistiram ao forte calor e à aglomeração, e muitos tiveram de ser retirados carregados ou amparados por outras pessoas. Crianças e idosos também tiveram de receber atendimento no local.
Pesou contra o ato, também, uma falha técnica em um caminhão de som da organização. Já na reta final do bloco, quem ficou atrás do trio elétrico não pôde ou teve dificuldade para ouvir os discursos de Flávio e companhia.
Às 20h deste domingo, Flávio Bolsonaro ficará, pela primeira vez nestas eleições, frente a frente com Lula em um debate entre presidenciáveis. Nenhum dos candidatos compareceu a eventos do tipo durante o primeiro turno.