Nesta segunda-feira (5), o Conselho de Segurança da ONU convocou reunião de emergência para discutir a situação na Venezuela após o ataque dos Estados Unidos e a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro. Em seu discurso, o embaixador dos EUA, Mike Waltz, acusou Maduro de atuar como chefe narcoterrorista fugitivo. Segundo o embaixador, ele seria responsável pela morte de milhares de americanos.
Além disso, Waltz ainda disse que Maduro era um presidente ilegítimo, não um líder de Estado. Afirmou que, durante anos, ele manipulou o sistema eleitoral da Venezuela para se perpetuar no poder.
ONU: China e Rússia condenam ataque à Venezuela
A vice-secretária-geral da ONU, Amina J. Mohammed, iniciou o discurso afirmando que está "preocupada que a operação não respeitou as regras do direito internacional".
A China e a Rússia e condenaram o ataque. Além de pedir a libertação de Maduro e da esposa, o representante chinês afirmou estar"profundamente chocado" com as ações de Donald Trump. "A China está profundamente chocada e condena veementemente os atos unilaterais, ilegais e de intimidação dos EUA", declarou.
O embaixador da Rússia na ONU, Vasily Nebenzya, pediu que Maduro e a esposa sejam libertados imediatamente. Chamou os dirigentes dos EUA "hipócritas e cínicos". Por fim, acusou o país de ter interesse apenas no petróleo da Venezuela.
Maduro diz ser inocente
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, diante da Justiça dos EUA, disse ser inocente. Além disso, alegou ser um "prisioneiro de guerra" do governo Trump."Eu sou inocente. Eu sou um homem decente. Eu sou um presidente", declarou Maduro.