CEO da Quaest diz que debate cancelado da Globo provocou movimento de voto útil a Flávio Bolsonaro

Felipe Nunes analisou efeito do cancelamento do debate entre presidenciáveis da TV Globo, que seria realizado na última quinta-feira, 1º

3 out 2026 - 22h00
(atualizado às 22h20)
Flávio Bolsonaro (PL) em um dos últimos eventos de campanha antes do 1º turno, neste sábado, 3, no interior de São Paulo
Flávio Bolsonaro (PL) em um dos últimos eventos de campanha antes do 1º turno, neste sábado, 3, no interior de São Paulo
Foto: FELIPE RAU/ESTADÃO CONTEÚDO/ESTADÃO CONTEÚDO

O cancelamento do debate entre os candidatos à Presidência da República da TV Globo, que seria realizado na última quinta-feira, 1º, pode ter provocado um movimento de voto útil a favor de Flávio Bolsonaro (PL), avaliou neste sábado, 3, o cientista político Felipe Nunes, sócio-fundador da Quaest. 

Em análise ao Central das Eleições, da GloboNews, Nunes comentou os resultados publicados pela pesquisa Quaest neste sábado, que indicaram um cenário de disputa acirrada entre o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Bolsonaro. 

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"A (pesquisa) qualitativa nos dá um indício de que, sim, houve um sentimento que provocou um movimento (de voto útil). Não foi no eleitor do Lula que houve um movimento. O movimento aconteceu na direita não-bolsonarista, que estava ali nos eleitores independentes, que estavam votando em outras candidaturas e, de segunda-feira para cá, preferiram mudar a sua opção de voto nessa reta final", disse.  

Nunes explicou que esse movimento se dá por conta da condição atual do eleitor que, em suas palavras, 'tem uma visão, está mais informando, buscando mais informação, mais interessado em política, mas estava muito desanimado e desiludido' em relação às eleições de 2026. 

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"O debate era o grande momento que ele esperava para que isso acontecesse. A ausência do Lula já estava programada. As pessoas já sabiam, porque ele tinha avisado com antecedência, o que, aliás, já aconteceu em outras eleições presidenciais", afirma. 

"Mas o que foi a novidade é que pareceu que, para inviabilizar o debate, entrou a figura do Judiciário. É isso que as pessoas compreenderam. O que é claro é que teve uma interferência de fora para dentro. É como se o juiz do futebol estivesse criando ali uma intervenção e o torcedor que está vendo o jogo não se viu satisfeito", comparou. 

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Na Quaest divulgada neste sábado, Lula aparece com 46% dos votos válidos enquanto Flávio tem 45%. No segundo turno, por mais que os candidatos também performem em situação de empate técnico, o que muda é que o candidato do PL aparece numericamente à frente do atual presidente, com 44% frente 42%.

A pesquisa Quaest entrevistou 3.702 pessoas de 16 anos ou mais em todo o país, com intervalo de confiança de 95% O levantamento, registrado no TSE sob o protocolo BR-02197/2026, foi realizado entre 2 e 3 de outubro.

Fonte: Portal Terra
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