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Proibição de celulares nas escolas reduz uso dos aparelhos, mas não melhora notas rapidamente, aponta estudo

Pesquisa com mais de 41 mil escolas nos Estados Unidos indica que restrições tiveram pouco impacto acadêmico até então

12 mai 2026 - 19h23
(atualizado às 19h34)
Cartazes alertando da proibição do uso de celular na Escola Vereda, em São Bernardo do Campo na região metropolitana de São Paulo.
Cartazes alertando da proibição do uso de celular na Escola Vereda, em São Bernardo do Campo na região metropolitana de São Paulo.
Foto: Taba Benedicto/ Estadão / Estadão

Nos últimos anos, escolas de diversos estados dos Estados Unidos passaram a restringir ou até proibir o uso de celulares dentro das salas de aula. A medida ganhou força com apoio de pais e professores, que defendiam que a limitação dos aparelhos poderia melhorar o desempenho escolar, reduzir distrações, bullying, e ajudar na saúde mental dos estudantes. Apesar da expectativa, um novo estudo aponta que os resultados acadêmicos ainda foram modestos.

Segundo pesquisa divulgada pelo Escritório Nacional de Pesquisa Econômica dos Estados Unidos, a proibição dos celulares conseguiu reduzir de forma significativa o uso dos aparelhos nas escolas, mas não provocou mudanças relevantes nas notas dos alunos.

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O levantamento foi realizado por pesquisadores da Universidade de Stanford, da Universidade da Pensilvânia, da Universidade Duke e da Universidade de Michigan. Os acadêmicos analisaram dados coletados entre 2018 e 2025 em mais de 41 mil escolas americanas, reunindo informações sobre desempenho escolar, frequência e registros disciplinares.

Os pesquisadores concluíram que as restrições atingiram o principal objetivo imediato: diminuir o uso dos dispositivos eletrônicos durante o período escolar. Ainda assim, o impacto sobre os resultados acadêmicos foi considerado "praticamente nulo". O estudo também não identificou mudanças significativas em indicadores como presença nas aulas, percepção sobre cyberbullying ou participação dos estudantes em sala.

"Acredito que nosso estudo seja útil para demonstrar que soluções fáceis muitas vezes parecem funcionar muito bem", disse E. Jason Baron, professor assistente de economia da Universidade Duke e um dos autores do artigo. "Mas é difícil alterar resultados como as notas dos exames".

Os pesquisadores observaram ainda efeitos colaterais nos primeiros meses após a implementação das proibições. Durante o primeiro ano das novas regras, houve aumento nos casos de indisciplina e uma piora no bem-estar relatado pelos estudantes. Segundo os autores, o cenário pode estar relacionado à resistência inicial dos alunos às restrições e também ao aumento da fiscalização feita pelos professores dentro das escolas.

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No entanto, com o passar do tempo, os dados mostraram uma mudança positiva gradual. No segundo ano das proibições, os incidentes disciplinares começaram a cair e os estudantes passaram a relatar uma melhora na sensação de bem-estar.

Fonte: Portal Terra
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