Oferecimento

Professores fazem paralisações em 15 Estados

Docentes, que pedem aumento salarial e melhores condições de trabalho, também se mobilizaram em solidariedade aos professores do Paraná

30 abr 2015 - 19h39

Os trabalhadores em educação de 15 Estados e das redes municiapis de pelo menos seis cidades paralisaram as atividades nesta quinta-feira para reivindicar melhorias no ensino, nas condições de trabalho e na infraestrutura das escolas, além de uma maior valorização. A greve foi convocada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação e faz parte da 16ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública, que ocorre até amanhã e é promovida pela entidade.

"Infelizmente, a educação pública não está sendo tratada como deve", diz o presidente da confederação, Roberto Leão, "Escola pública não é algo que diz respeito aos trabalhadores apenas, é da sociedade, e a sociedade percisa se levantar e defender essa educação, cobrar políticas dos Estados e municípios".

Publicidade

Siga o Terra Notícias no Twitter

Manifestação de professores foi violentamente reprimida no Paraná
Manifestação de professores foi violentamente reprimida no Paraná
Foto: Joka Madruga / Futura Press

De acordo com Leão, as redes estaduais de Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Goiás, Maran

hão, Rio Grande do Norte, Rondônia e Piauí somaram-se às redes já em greve de Paraíba, Pernambuco, Paraná, Santa Catarina, São Paulo e Pará. Em relação às redes municipais, aderiram ao movimento as redes de Maceió (AL), João Pessoa (PB), Macapá (AP), Santo Antônio de Leverger, Barão de Melgaço e Pedra Preta (MT). Os dados municipais ainda estão sendo consolidados, e o número pode subir.

Entre as reivindicações dos trabalhadores estão o cumprimento do piso salarial do magistério, que é R$ 1.917,78 para uma jornada de 40 horas e formação de nível médio; dos planos de carreira; e das metas e prazos do Plano Nactambém ional de Educação (PNE). Os professores ainda pedem equiparação à média salarial de outras categorias do funcionalismo público e protestam contra a terceirização.

Publicidade

Para a confederação, o Brasil precisa aumentar os investimentos educacionais na proporção de 10% do PIB, ao longo da próxima década – tal como prevê o PNE. Para isso, pede a imediata vinculação de novos recursos para a área, além dos royalties do petróleo.

A Confederação considera que as medidas provisórias 664 e 665 dificultam o acesso ao seguro desemprego, ao abono salarial, ao auxílio doença e às pensões por morte e representam sério retrocesso para os trabalhadores. A confederação também repudia o PL (projeto de lei) 4330/2004, que visa a instituir a terceirização ilimitada nas empresas privadas. Para a confederação, se for aprovado, o PL poderá trazer consequências graves para os trabalhadores de todo o País.

Os docentes também se solidarizaram aos professores do Paraná. "O dia se tornou um dia de manifestação de repúdio à atitude covarde do governador Beto Richa, que ontem agrediu, massacrou os trabalhadores de educação em Curitiba", diz Leão.

Agência Brasil
Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se