O Ministério da Educação (MEC) autorizou a criação de 937 novos cargos para professores do Ensino Básico, Técnico e Tecnológico (EBTT) em instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica. A medida foi oficializada por meio da Portaria nº 657/2026, publicada no Diário Oficial da União (DOU).
As vagas serão distribuídas entre 63 unidades de ensino vinculadas a 28 institutos federais espalhados pelo país. A expectativa é que a autorização possibilite a abertura de novos concursos públicos nos próximos meses.
Os profissionais selecionados serão responsáveis por atuar nos novos campi criados dentro do plano de expansão da rede federal de ensino técnico e tecnológico.
Concursos para professores devem ser organizados pelos institutos
Apesar da autorização do MEC, as inscrições para os concursos ainda não foram abertas. Cada instituto federal será responsável por elaborar e divulgar os próprios editais, estabelecendo as regras de seleção.
Os documentos deverão apresentar informações como:
- número de vagas por campus;
- áreas de atuação;
- requisitos de formação;
- etapas do processo seletivo;
- cronograma;
- salários e carga horária.
Por isso, os candidatos interessados em ingressar na carreira docente federal devem acompanhar os canais oficiais das instituições contempladas.
Expansão faz parte do Novo PAC
A distribuição das vagas integra o plano de expansão da Rede Federal previsto no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), lançado pelo governo federal.
A iniciativa prevê a criação de mais de 100 novos campi em todo o Brasil, ampliando a oferta de cursos técnicos, profissionalizantes e tecnológicos.
Além da contratação de professores, o programa também contempla investimentos em infraestrutura para fortalecer a educação pública federal.
Veja quais institutos federais foram contemplados
Os novos cargos serão destinados aos seguintes institutos:
- Instituto Federal do Amazonas (IFAM);
- Instituto Federal Baiano (IF Baiano);
- Instituto Federal do Ceará (IFCE);
- Instituto Federal Goiano (IF Goiano);
- Instituto Federal do Maranhão (IFMA);
- Instituto Federal de Minas Gerais (IFMG);
- Instituto Federal do Norte de Minas Gerais (IFNMG);
- Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais (IF Sudeste MG);
- Instituto Federal do Sul de Minas Gerais (IFSULDEMINAS);
- Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM);
- Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT);
- Instituto Federal do Pará (IFPA);
- Instituto Federal de Pernambuco (IFPE);
- Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS);
- Instituto Federal Farroupilha;
- Instituto Federal Catarinense (IFC);
- Instituto Federal do Tocantins (IFTO);
- Instituto Federal do Amapá (IFAP);
- Instituto Federal da Bahia (IFBA);
- Instituto Federal de Goiás (IFG);
- Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IFSertãoPE);
- Instituto Federal do Piauí (IFPI);
- Instituto Federal do Paraná (IFPR);
- Instituto Federal do Rio de Janeiro (IFRJ);
- Instituto Federal Fluminense (IFF);
- Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN);
- Instituto Federal Sul-rio-grandense (IFSul);
- Instituto Federal de São Paulo (IFSP).
Novo PAC prevê investimentos em infraestrutura
Além da ampliação do quadro de professores, o Novo PAC prevê investimentos em obras e melhorias na infraestrutura das instituições federais.
Entre as ações previstas estão:
- construção de restaurantes estudantis;
- implantação e ampliação de bibliotecas;
- novos blocos de salas de aula;
- modernização de laboratórios;
- construção de quadras poliesportivas;
- conclusão de campi em instalações definitivas.
Segundo o MEC, as medidas têm como objetivo ampliar o acesso à educação profissional e tecnológica e oferecer melhores condições para estudantes, professores e servidores.
A íntegra da Portaria nº 657/2026 pode ser consultada no Diário Oficial da União.