Segundo psicólogos, pessoas que cresceram nas décadas de 80 e 90 desenvolveram a falácia da chegada devido aos finais felizes

Um professor de Harvard especializado em psicologia positiva acredita que finais felizes são um veneno cultural; Nós nos acostumamos com essa ideia, mas nossos cérebros funcionam de maneira diferente

4 fev 2026 - 09h13
(atualizado às 18h25)
Foto: Xataka

Seja na forma de filmes da Disney, histórias infantis ou comédias românticas, a ideia de "felizes para sempre" permeou nosso imaginário coletivo como o objetivo final da vida. Não se tratava apenas de crescer, formar uma família e alcançar a felicidade plena. Era uma filosofia que influenciou todos os aspectos da nossa psicologia desde a infância.

O Dr. Tal Ben-Shahar, professor de Harvard e especialista em psicologia positiva, cunhou um termo usando essa mesma perspectiva de "felizes para sempre", que continua a nos afetar até hoje. Ele o chama de falácia da chegada e, ao relacioná-lo ao clímax emocional dos filmes das décadas de 80 e 90, demonstrou o quanto esses finais se tornaram um veneno cultural.

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A falácia da chegada segundo a psicologia

O que a psicologia identifica como falácia da chegada baseia-se na crença equivocada de que alcançar um objetivo nos trará felicidade duradoura. "Se eu me casar com essa pessoa, serei feliz"; "se eu conseguir esse emprego, não precisarei mais me preocupar com nada"; "se eu ganhar X por mês, tudo estará resolvido". O problema é que essa filosofia implica que a felicidade é um destino, quando, na realidade, é um estado transitório governado pelo próprio cérebro.

O melhor exemplo disso encontra-se em estudos psicológicos com ganhadores da loteria. Na grande maioria dos casos, alguns meses após ganharem o prêmio, eles relatam ter um nível de felicidade equivalente ao que tinham antes dessa mudança radical em suas vidas. Não é que as coisas ...

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