Amazon está demonstrando em tempo real que a IA não cria nem destrói empregos, apenas os desloca

Jeff Bezos atribuiu as demissões na Amazon ao excesso de contratações durante a pandemia, mas a gigante manteve cerca de 1,6 milhão de funcionários enquanto redirecionava recursos para a inteligência artificial

20 out 2026 - 14h37
Resumo
Embora o avanço da inteligência artificial seja apontado como pretexto para demissões em massa nas grandes empresas de tecnologia, Jeff Bezos afirma que os cortes na Amazon decorrem do excesso de contratações feito durante a pandemia. Para atender à explosão do comércio eletrônico, a varejista dobrou seu quadro para 1,6 milhão de funcionários em apenas dois anos. Com a estabilização da demanda e o foco em novas prioridades tecnológicas para voltar a crescer, vieram as recentes dispensas em larga escala.
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Foto: Xataka

Sam Altman já havia alertado que a inteligência artificial estava sendo uma das melhores desculpas das grandes empresas de tecnologia para justificar as ondas de demissões que vêm acontecendo em 2026.

Por outro lado, durante uma entrevista à Fox News, Jeff Bezos garantiu não acreditar que a IA seja a grande responsável por esses cortes. Ainda assim, ele reconheceu que as demissões estão ligadas a um futuro no qual a tecnologia assume papel prioritário para a Amazon, justificando as dispensas pelo contexto de urgência da empresa em voltar a crescer.

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Compras direto do sofá

O fundador da companhia justificou a expansão desenfreada da Amazon durante a pandemia pela explosão na demanda do comércio eletrônico provocada pelas restrições de mobilidade. "As pessoas ficavam em casa e faziam pedidos", relatou Bezos, explicando que, por isso, "realmente aumentamos nosso quadro de funcionários". Ele lembrou ainda que aquele foi "um período incrivelmente estressante para nós".

De acordo com Bezos, a varejista saiu daquela fase com excesso de pessoal — e os dados comprovam sua tese. Segundo os relatórios oficiais enviados à Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC), a empresa contava com 798.000 funcionários no final de 2019. Apenas dois anos depois, já eram 1,6 milhão de colaboradores: mais do que o dobro em apenas 24 meses.

30.000 demissões em três meses

Assim que o apetite pelas compras online se estabilizou, vieram os cortes. Em outubro de 2025, a Amazon anunciou 14.000 demissões e, ...

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