Distribuidoras de combustíveis alertam governo brasileiro sobre riscos ao abastecimento

19 mar 2026 - 13h55

O Sindicom, que representa as principais distribuidoras de combustíveis no Brasil, enviou ofício ao governo federal apontando riscos ao abastecimento nacional de combustíveis ⁠e pedindo que sejam tomadas ‌providências para que a Petrobras retome os leilões de diesel e ‌gasolina, que foram cancelados ‌nesta semana.

No documento, datado da ⁠véspera e visto pela Reuters nesta quinta-feira, o Sindicom afirmou que as suas distribuidoras têm observado um aumento relevante da demanda por produtos, ‌porém relatam cortes nas cotas de fornecimento ‌e negativa ⁠de ⁠pedidos adicionais nos meses de março e abril ⁠por ‌parte da Petrobras.

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A ‌situação "estressa o fluxo regular de produtos", segundo o sindicato, que representa empresas como Vibra, Ipiranga e Raízen.

"O ⁠cenário global atravessa um dos choques mais severos da história recente, elevando preços e intensificando a disputa internacional por ‌suprimentos", afirmou o Sindicom em nota.

"No plano doméstico, a ausência de diretrizes ⁠claras na política de preços e a incerteza no atendimento integral dos pedidos pela Petrobras -- somadas à instabilidade no calendário de leilões e ao cancelamento intempestivo de certames -- comprometem severamente a previsibilidade operacional e o planejamento estratégico dos agentes de distribuição", afirmou o documento.

Procurada, a Petrobras não respondeu imediatamente a pedidos de comentários.

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