Desembarcam os primeiros passageiros de navio com hantavírus

10 mai 2026 - 06h06
(atualizado às 06h54)

Espanhóis são os primeiros a deixar o cruzeiro nas Ilhas Canárias para quarentena hospitalar. Resgate se prolongará até segunda-feira.Começou neste domingo (10/05) o desembarque dos mais de cem passageiros a bordo do cruzeiro MV Hondius, afetado por um surto de hantavírus, nas Ilhas Canárias. A operação de resgate no porto de Granadilla de Abona deverá se prolongar até amanhã, segundo autoridades espanholas.

Lancha da Guarda Civil espanhola retira passageiros do navio MV Hondius, que não recebeu permissão para atracar nas Ilhas Canárias
Lancha da Guarda Civil espanhola retira passageiros do navio MV Hondius, que não recebeu permissão para atracar nas Ilhas Canárias
Foto: DW / Deutsche Welle

Os primeiros a desembarcar eram os 14 espanhóis a bordo. Eles seriam recebidos por um avião militar espanhol e levados para um hospital de Madrid, onde ficarão em quarentena.

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Sem permissão para atracar, a embarcação permanece ancorada. O desembarque conta com uma lancha do porto para o transporte de passageiros até o solo e com veículos militares, para levá-los até o aeroporto de Tenerife Sul.

Diversos países enviaram aviões para a repatriação de cidadãos de outros países. Há pessoas de mais de 20 nacionalidades diferentes a bordo.

Desembarque por nacionalidades

Para este domingo, está previsto o desembarque de 29 pessoas de diversas nacionalidades que serão levadas à Holanda. Também serão repatriados cidadãos de França, Canadá, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos.

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Os passageiros só podem deixar o navio quando seus aviões estiverem prontos para decolar.

O último voo de repatriação deverá decolar na segunda-feira à tarde, com destino à Austrália, em que viajarão outras seis pessoas de várias nacionalidades.

A operação acontece em zonas isoladas do porto industrial de Granadilla e do aeroporto Tenerife Sul, sem qualquer contato com a população local.

Está também isolado o percurso de cerca de 10 quilômetros entre o porto e o aeroporto.

Continuarão no navio os 43 membros da tripulação, que seguirão viagem na segunda-feira até a Holanda, país onde está registrada a propriedade do MV Hondius.

Sob isolamento por 42 dias

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A Organização Mundial de Saúde (OMS) declarou no sábado que considera todas as pessoas a bordo do cruzeiro como "contatos de alto risco". Elas ficarão em observação por 42 dias.

Ao mesmo tempo, a agência das Nações Unidas vem tentando tranquilizar o público, afirmando que o risco de uma disseminação mais ampla é "absolutamente baixo". O hantavírus em circulação no navio era da cepa Andes, da América do Sul, única transmissível entre humanos.

Este é um vírus perigoso, mas apenas para a pessoa que está realmente infectada", disse o porta-voz da OMS, Christian Lindmeier, durante uma coletiva de imprensa em Genebra, acrescentando que o surto "não é uma nova covid".

Não há relato de mais pessoas a bordo com sintomas de hantavírus. Três passageiros morreram desde o início do surto. Outras cinco pessoas deixaram o navio sob suspeita de infecção, das quais três foram confirmadas.

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O chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, chegou à Espanha no sábado para supervisionar a operação junto com autoridades espanholas.

Ht (Lusa, Reuters)

A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas.
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