Depoimento de Jaques Wagner à PF sobre caso Master é adiado; defesa diz que senador pretende falar, mas quer acesso a documentos

Polícia Federal investiga possível vínculo entre o núcleo familiar do senador e suas empresas com nomes conectados ao caso do Banco Master

7 ago 2026 - 08h55
(atualizado às 09h15)
Jaques Wagner, senador
Jaques Wagner, senador
Foto: Agência Senado

O depoimento do senador Jaques Wagner (PT-BA) sobre a Operação Compliance Zero, que investiga o caso do Banco Master, marcado para esta sexta-feira, 7, foi adiado. A defesa do parlamentar solicitou à Polícia Federal o adiamento da oitiva, alegando que não teve acesso ao conteúdo da investigação.

Em nota, o advogado Pablo Domingues, que atua na defesa de Jaques Wagner, informou que fez a solicitação aos responsáveis com "antecedência proporcional".

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"O senador pretende falar. Contudo, por orientação de sua defesa, apenas o fará após conhecer o que efetivamente consta na investigação e o que, de fato, está sendo investigado, pois esse é um direito seu. Somente assim terá condições de prestar um depoimento esclarecedor", ponderou o advogado, em texto.

Ainda segundo a nota, a defesa não fará considerações sobre “até possuir esses dados para análise”.

O que aconteceu

A PF investiga um possível vínculo entre o núcleo familiar do senador e suas empresas com nomes conectados ao caso do Banco Master. Por ordem do ministro André Mendonça, do STF, o parlamentar foi alvo de mandados de busca e apreensão e de uma ordem de restrição de atividades econômicas.

Com a ausência de Jaques Wagner, este se torna o segundo depoimento sobre o caso que deixa de ser colhido esta semana. Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro -- dono do Master --, deveria ter sido ouvido na segunda-feira, 3, mas, pela terceira vez, não compareceu.

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Confira a nota da defesa de Jaques Wagner na íntegra:

"A defesa do senador Jaques Wagner informa que requereu, com antecedência proporcional, o adiamento do depoimento designado para o dia 7 de agosto, em data que havia sido ajustada com a autoridade policial.

O pedido de adiamento decorre exclusivamente do fato de ainda não ter sido viabilizado à defesa, por problemas técnicos (todos documentados), o acesso ao conteúdo da investigação, requerido no mesmo ato em que a data foi indicada, há quase um mês.

O senador pretende falar. Contudo, por orientação de sua defesa, apenas o fará após conhecer o que efetivamente consta na investigação e o que, de fato, está sendo investigado, pois esse é um direito seu. Somente assim terá condições de prestar um depoimento verdadeiramente esclarecedor. A defesa não fará considerações sobre o mérito até possuir esses dados para análise.

Salvador, 7 de agosto de 2026. Pablo Domingues".

Fonte: Portal Terra
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