Pfizer quer aval dos EUA para 3ª dose da vacina contra covid

Um comitê de consultores externos do CDC tem reunião programada para segunda-feira para revisar os dados clínicos

25 ago 2021 - 20h27
(atualizado às 20h47)

A Pfizer informou nesta quarta-feira que uma dose de reforço de sua vacina contra estimula um aumento de mais de três vezes nos anticorpos contra a covid-19, e a empresa busca aval regulatória dos Estados Unidos para uma terceira dose.

A farmacêutica e sua parceira alemã BioNTech pretendem concluir o pedido para uso de doses de reforço em pessoas com 16 anos ou mais até o final desta semana.

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Mulher recebe a terceira dose da vacina da Pfizer contra a Covid-19. 25/8/2021. REUTERS/Zorana Jevtic.
Mulher recebe a terceira dose da vacina da Pfizer contra a Covid-19. 25/8/2021. REUTERS/Zorana Jevtic.
Foto: Reuters

O governo dos EUA disse que está se preparando para aplicar a terceira dose de vacinas da Pfizer e da Moderna a partir de setembro em cidadãos que tomaram a primeira dose há mais de oito meses, se a Agência de Alimentos e Medicamentos (FDA) e o Centro de Controle e Prevenção de Doenças decidirem que o reforço é necessário.

Essa lacuna de oito meses provavelmente será reduzida para seis meses, informou o Wall Street Journal na quarta-feira.

Um comitê de consultores externos do CDC tem reunião programada para segunda-feira para revisar os dados clínicos.

A Pfizer disse que 306 pessoas que receberam uma terceira dose de sua vacina entre cinco e oito meses após a segunda injeção mostraram níveis de anticorpos neutralizantes 3,3 vezes maiores do que os observados depois da segunda dose.

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O estudo, cujos detalhes ainda não foram publicados, também mostrou que os efeitos colaterais de uma terceira dose foram semelhantes às reações da segunda dose, incluindo fadiga leve a moderada e dor de cabeça, disse a empresa.

Os cientistas seguem debatendo se a redução dos níveis de anticorpos significa que doses de reforços da vacina contra Covid precisam ser administradas amplamente, mas alguns países estão avançando nesta direção, incluindo o Brasil, que anunciou uma terceira dose a partir de setembro.

Mas o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Ghebreyesus, disse que os dados sobre os benefícios e a segurança de uma vacina de reforço da Covid-19 são inconclusivos.

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