A Itália deve receber mais 344 mil doses da vacina anti-Covid desenvolvida pelo laboratório americano Moderna neste fim de semana, revelaram fontes à ANSA neste sábado (20).
A expectativa é de que o novo lote chegue ao aeroporto militar de Pratica di Mare, em Roma, e depois seja distribuído aos postos de vacinação das regiões italianas.
Esta será a maior carga individual fornecida pela Moderna até agora ao país europeu. O imunizante, assim como o da Biontech/Pfizer, usa a tecnologia do RNA mensageiro (Mrna), uma sequência genética sintética que codifica a proteína spike, espécie de "coroa de espinhos" do vírus Sars-CoV-2.
Entretanto, o envio de doses da vacina da Universidade de Oxford e do laboratório AstraZeneca à Itália foi adiado para esta semana.
De acordo com relatos, a chegada de 134 mil ampolas do imunizante estava programa para a última quinta-feira (18), mas foi cancelada por questões logísticas devido à suspensão preventiva da aplicação do fármaco por suspeita de casos adversos graves.
No entanto, com o aval da Agência Europeia de Medicamentos (EMA) para a retomada da vacinação com o imunizante da AstraZeneca, a carga será recuperada no dia 24 de março e se somará às outras 145 mil doses já programadas para o mesmo dia. Com isso, o país receberá um lote com 279 mil ampolas.
Segundo a equipe do comissário extraordinário para a pandemia, Francesco Paolo Figliuolo, o atraso não impactará a campanha de vacinação com o imunizante da AstraZeneca porque as regiões estão gradualmente reabsorvendo a lacuna devido à paralisação do uso.
Em relação à vacina da Janssen, subsidiária da Johnson & Johnson, é esperada a entrega das doses na segunda quinzena de abril e, nesse período, a meta é administrar 500 mil doses por dia.