O Sport Club Corinthians Paulista publicou um manifesto firme contra o episódio de racismo contra Hugo Souza. O crime ocorreu durante a partida contra o Rosario Central, em confronto válido pelas oitavas de final da CONMEBOL Libertadores.
A diretoria do Corinthians classificou o episódio como revoltante. Antecipadamente, a cúpula corintiana prometeu acionar as autoridades esportivas para exigir sanções severas aos responsáveis.
O incidente com o jogador do Corinthians ocorreu aos 21 minutos da etapa final, no estádio Gigante de Arroyito. A princípio, o goleiro Hugo Souza percebeu os xingamentos vindos da torcida adversária posicionada atrás do seu gol e acionou imediatamente a arbitragem.
O árbitro uruguaio Andrés Matonte interrompeu o confronto e avisou o delegado da partida. Em seguida, o juiz fez o gesto oficial do protocolo antirracismo com os braços cruzados. Diante desse cenário, até o atacante Ángel Di María, capitão do time argentino, caminhou até o setor para pedir respeito aos torcedores.
Posicionamento oficial do Corinthians
Em contrapartida às agressões verbais registradas na Argentina, a diretoria do Corinthians divulgou um comunicado oficial cobrando providências urgentes da organização do torneio.
"O Sport Club Corinthians Paulista repudia veementemente e lamenta mais um episódio de racismo no futebol. Na noite desta quinta-feira (13), no confronto contra o Rosario Central no estádio Gigante de Arroyito, válido pelas oitavas de final da CONMEBOL Libertadores, torcedores da equipe mandante cometeram atos racistas na arquibancada voltados ao goleiro Hugo Souza, do Timão, durante a partida. O Clube cobrará uma investigação que resulte na identificação e punições apropriadas aos torcedores que cometeram tais atos. É revoltante estarmos, mais uma vez, presenciando cenas como esta que não representam o que é o futebol."
O caso reacende a urgência de punições desportivas mais duras na América do Sul. Em vista disso, o clube Corinthians espera que os relatórios dos delegados cheguem à comissão disciplinar. Por analogia a casos anteriores, ações firmes são indispensáveis para erradicar a discriminação dos estádios.