A Coreia do Norte disparou dois mísseis balísticos em direção ao mar neste domingo, após rejeitar como ilegal uma resolução da AIEA que condena seu programa atômico. Os projéteis percorreram entre 450 e mais de 600 quilômetros a partir de Wonsan. A ação foi classificada como uma grave violação de resoluções da ONU pela Coreia do Sul, que convocou reunião de emergência, e provocou veementes protestos do Japão contra a ameaça à segurança regional, em meio à escalada de tensões com os Estados Unidos.
Disparos ocorreram após país rejeitar resolução da Agência Internacional de Energia Atômica que condena o desenvolvimento de seu programa nuclear.A Coreia do Norte lançou neste domingo (20/09) dois mísseis balísticos em direção ao mar na costa leste do país, informou o Exército sul-coreano, acrescentando que o segundo projétil percorreu mais de 600 quilômetros.
Os lançamentos ocorreram após a Coreia do Norte rejeitar uma resolução da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que condena o desenvolvimento de seu programa nuclear.
O Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul informou, em um primeiro comunicado, que detectou "um míssil balístico lançado da região de Wonsan, na Coreia do Norte, por volta das 15h (horário local), em direção" ao Mar do Leste, nome usado no país para o Mar do Japão.
Segundo os militares, esse projétil percorreu "aproximadamente 450 quilômetros".
"Nosso Exército detectou ainda um míssil balístico de curto alcance lançado da região de Wonsan, na Coreia do Norte", por volta das 17h50 (horário local), informou posteriormente o mesmo órgão ao anunciar a detecção do segundo projétil, que percorreu "mais de 600 quilômetros".
Coreia do Sul, Estados Unidos e Japão haviam "compartilhado estreitamente informações" sobre o primeiro lançamento, acrescentou a fonte.
Reunião de emergência
O Gabinete de Segurança Nacional da Presidência sul-coreana convocou uma reunião de emergência após o primeiro disparo para analisar a resposta a ser adotada e avaliar seu impacto sobre a segurança nacional, informou a Presidência.
O governo sul-coreano instou Pyongyang a "cessar imediatamente" os lançamentos de mísseis balísticos e classificou a ação como um ato "grave", que viola resoluções do Conselho de Segurança da ONU.
O Japão, por sua vez, apresentou um "veemente protesto" à Coreia do Norte e denunciou uma ameaça à paz e à segurança regionais, segundo a agência japonesa Kyodo, citando o governo.
O Ministério das Relações Exteriores norte-coreano rejeitou no sábado a resolução da agência da ONU sobre seu programa nuclear, em comunicado divulgado pela imprensa estatal. Segundo a chancelaria, a resolução "não tem qualquer efeito" e é "ilegal", já que o país não integra a AIEA.
Exercício de força
Uma semana antes, no último dia 12, Pyongyang já havia lançado vários mísseis balísticos de curto alcance em direção ao mar.
Esses lançamentos ocorreram um dia após o encerramento de exercícios militares "Freedom Edge", realizados na região por Seul, Washington e Tóquio, e criticados pela Coreia do Norte.
A Coreia do Norte realizou seu primeiro teste nuclear em 2006 e, desde então, desenvolveu uma ampla gama de mísseis balísticos. O status de potência nuclear está previsto em sua Constituição desde 2023.
Sob duras sanções das Nações Unidas, o país não voltou à mesa de negociações sobre seu programa nuclear desde o fracasso, em 2019, da segunda cúpula entre o líder norte-coreano Kim Jong-un e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
A influente irmã do líder norte-coreano, Kim Yo Jong, chamou de "idiotas" na quinta-feira aqueles que exigem que seu país abandone seu arsenal nuclear.
Em agosto, Trump afirmou que a Coreia do Norte possuía 57 armas nucleares "muito poderosas", enquanto a Coreia do Sul estimou o número entre 80 e 120.
md (EFE, AFP)
---------
Não deixe que o algoritmo esconda as notícias. Se você valoriza o trabalho da nossa equipe para uma cobertura jornalística confiável, reserve um momento para nos selecionar como sua fonte preferida no Google clicando aqui. Marque o link da DW quando ele aparecer na lista para sempre ver nossas notícias verificadas primeiro.