Carros elétricos: Porto Alegre discute lei que pode garantir ponto de recarga em condomínios

Proposta permite que proprietários instalem carregadores em vagas privativas sem depender de aprovações arbitrárias de assembleias.

25 abr 2026 - 16h18

A Câmara Municipal de Porto Alegre iniciou a análise do Projeto de Lei 063/26, que assegura aos proprietários de imóveis o direito de instalar estações de recarga para veículos elétricos em suas vagas de garagem privativas. A proposta, de autoria dos vereadores Jessé Sangalli (PL) e Hamilton Sossmeier (PODE), abrange tanto edificações residenciais quanto comerciais na capital gaúcha. O objetivo central é oferecer autonomia ao condômino, desde que este assuma integralmente os custos da instalação.

Foto: imagem meramente ilustrativa / Freepik / Porto Alegre 24 horas

De acordo com o texto, o condomínio não poderá proibir a instalação sem uma justificativa técnica ou de segurança devidamente fundamentada. Caso ocorra uma recusa considerada imotivada ou discriminatória, o proprietário terá o direito de apresentar uma representação junto aos órgãos públicos competentes. A medida visa dar segurança jurídica aos usuários de veículos sustentáveis, impedindo que decisões subjetivas de gestores condominiais barrem o avanço da tecnologia nas moradias.

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Para garantir a viabilidade do sistema, o projeto estabelece requisitos rigorosos. A instalação deve ser compatível com a carga elétrica da unidade, seguir as normas da distribuidora local de energia e da ABNT, e ser executada por profissional habilitado com emissão de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART). Além disso, o interessado deve realizar uma comunicação formal prévia à administração do condomínio antes de iniciar as intervenções.

Os autores da proposta argumentam que a falta de infraestrutura de recarga em prédios é, atualmente, um dos maiores obstáculos para a popularização dos carros elétricos. Para novos empreendimentos, o projeto também incentiva que os sistemas elétricos já prevejam capacidade mínima para futuras demandas. A iniciativa busca alinhar Porto Alegre às tendências globais de mobilidade urbana, sem gerar custos adicionais aos cofres públicos ou ao orçamento coletivo do condomínio.

CMPA.

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